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Mortes em confronto no Quirguistão atingem 100

Da Redação ·
 Manifestante chuta policial durante confrontos em Bishkek, no Quirguistão, nesta quarta (7)
fonte: Ivan Sekretarev / AP/ no G1
Manifestante chuta policial durante confrontos em Bishkek, no Quirguistão, nesta quarta (7)

O número de manifestantes mortos em confrontos com a polícia do Quirguistão é de cerca de 100 pessoas, disse nesta quarta-feira um líder da oposição no país.

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Foi confirmado que pelo menos 17 pessoas morreram durante violentos confrontos entre manifestantes e a polícia em Bishkek, onde milhares de pessoas cercavam a sede da presidência.  

Mais de 180 pessoas ficaram feridas na confusão, segundo o governo. Manifestantes atearam fogo ao prédio da Procuradoria Geral e saquearam a sede da TV estatal.  

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Segundo agências de notícias, o ministro do Interior, Moldomusa Kongatiyev, foi morto durante os confrontos na cidade de Talas, no noroeste do país.  

O primeiro-ministro quirguiz, Daniyar Ussenov, decretou estado de emergência em todo o país.  

No início da tarde, entre 3.000 e 5.000 manifestantes se reuniram ao redor da sede da presidência para exigir a renúncia do chefe de Estado, Kurmanbek Bakiev.

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Os manifestantes partiram do local de encontro da oposição pouco depois de confrontos com a polícia.

Tiros foram ouvidos e os manifestantes também assumiram o controle de vários veículos blindados da polícia.  

Três líderes da oposição - entre eles o ex-candidato à presidência Almazbek Atambayev - foram detidos e acusados de crimes graves.  

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Além de Atambayev foram presos o presidente do Parlamento quirguiz, Omurbek Tekebayev, e o vice dele, Bolot Cherniazov.  

"Que tipo de negociação podemos ter se eles matam seu próprio povo?", disse o líder oposicionista Toktoaim Umetaliyeza.  

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O governo da Rússia pediu às autoridades do Quirguistão que não recorram à força contra os manifestantes.  

O presidente Bakiev assumiu o poder há cinco anos, após uma revolução que teve início com manifestações semelhantes. Desde então, muitos aliados do chefe de Estado passaram à oposição. Eles acusam Bakieve de nepotismo e autoritarismo.  

As autoridades denunciam que os opositores - que também exigem a libertação de seus líderes detidos nas últimas 24 horas - estão armados com paus, barras, pedras e coquetéis molotov.  

Na véspera, mais de 80 policiais ficaram feridos na cidade de Talas, ao oeste de Bishkek, em enfrentamentos com manifestantes, que ocuparam a administração da região e reivindicaram a renúncia do presidente desse país, considerado o mais pobre de Ásia Central.