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Advogado diz que aguarda inquérito antes de Bruno depor

Da Redação ·

Os três advogados envolvidos no caso do desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes Souza, se queixam da demora da Polícia Civil de Minas Gerais para permitir o acesso ao inquérito. O advogado de Bruno e do amigo Luiz Henrique Romão (Macarrão), Ércio Quaresma Firpe, alegou nesta noite que os dois não se pronunciariam enquanto ele não lesse o inquérito.

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"Enquanto eu não tiver acesso ao inquérito, ao que foi dito nos autos, não posso aconselhar meus clientes", afirmou Firpe, que também defende Dayanne Souza (esposa de Bruno), Elenílson Vitor da Silva, Wemerson Marques de Souza (Coxinha) e Flávio Caetano Araújo (Flavinho). O advogado chegou a interromper uma entrevista do delegado Edson Moreira à imprensa para reclamar da demora. O delegado prometeu aos advogados que eles podem pegar uma cópia do trabalho policial no Departamento de Investigação (DI) ainda hoje.

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Representando o ex-policial Márcio Aparecido dos Santos, o advogado Rodrigo Braga também reclamou da falta de acesso às peças. "É um absurdo que um advogado não possa ver o inquérito em que seu cliente é citado", afirmou. Ele aguarda a liberação da polícia para redigir o pedido de habeas corpus, que pode tirar seu cliente da cadeia. O advogado Marco Antônio Siqueira, representante de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, também espera poder consular os depoimentos hoje. A Polícia Civil não comentou as reclamações dos advogados.