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Petrobras anuncia renúncia oficial de Graça Foster

Da Redação ·
CPI da Petrobras convoca Graça Foster para depor na quinta-feira - Foto: Arquivo
fonte: Foto: Arquivo
CPI da Petrobras convoca Graça Foster para depor na quinta-feira - Foto: Arquivo

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e outros cinco diretores da petroleira renunciaram ao cargo, segundo comunicado da estatal nesta quarta-feira (4). Os novos executivos serão eleitos em reunião do Conselho de Administração que será realizada na sexta-feira (6), informou a empresa.

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A saída da diretoria acontece em meio às investigações de um escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato e a dificuldade da atual gestão da companhia para quantificar os prejuízos com fraudes em contratos de obras durante anos. 

O governo vinha sofrendo pressão do mercado pela saída da executiva, cuja gestão foi marcada por graves denúncias de corrupção e pelo acúmulo de resultados negativos. Embora a maior parte dos problemas tenha sido agravada por decisões feitas antes da chegada de Graça Foster à presidência da estatal, a executiva – ainda que não tenha sido implicada diretamente nas investigações da Lava Jato – acabou perdendo as condições políticas para se manter no cargo. Os rumores sobre a saída de Graça ao longo da terça-feira fizeram disparar as ações da Petrobras, que fecharam em alta de mais de 15% na Bovespa. Na terça-feira, o colunista Gerson Camarotti adiantou que interlocutores da presidente Dilma Rousseff estavam em busca de um substituto para Graça no comando da Petrobras. 

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A substituição será feita quando for encontrado um perfil adequado.

Histórico - Maria das Graças Silva Foster assumiu a presidência da petroleira em 13 de fevereiro de 2012. Ela foi a escolhida para substituir José Sergio Gabrielli, que estava há 7 anos no comando da companhia. Funcionária de carreira da Petrobras, Graça Foster ingressou na Petrobras em 1978 e se tornou a primeira mulher do mundo a comandar uma empresa de petróleo de grande porte.

Ela foi eleita pela revista norte-americana “Fortune” a executiva mais poderosa fora dos EUA e ficou em 4º lugar no ranking mundial. A chegada de Graça Foster à presidência foi vista inicialmente como a uma tentativa de implementação de uma gestão mais técnica e menos política. Mas a companhia continuou submetendo a sua politica de preços às determinações do seu controlador, o governo, que para tentar frear a inflação segurou os preços dos combustíveis.

Fonte: G1.globo.com