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Bruno e Macarrão deixam IML do Rio e vão para Bangu

Da Redação ·

O goleiro suspenso do Flamengo, Bruno Fernandes, e o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, deixaram o Instituto Médico Legal, no Centro do Rio de Janeiro, às 13h50 desta sexta-feira (8). Eles ficaram no local por cerca de 20 minutos para fazer o exame de corpo de delito. Agora, Bruno e Macarr irão para o complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste, onde ficarão presos em Bangu 2.

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Os dois chegaram no mesmo carro ao IML, escoltados pelo Core (Coordenadoria de Recursos Especiais). Os carros chegaram a fazer 140 km/h na linha amarela a caminho do IML. O delegado Orlando Zarconi, que é chefe da Polinter (Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual do Rio de Janeiro), explicou no fim da manhã que os dois, são suspeitos pelo sumiço de Eliza Samudio, 25 anos, ficarão em uma ala especial para presos temporários. Zarconi alega falta de estrutura na DH.

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- Nós tomamos a decisão com a chefia de Polícia Civil de enviar os presos para a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária em razão da repercussão do fato e da quantidade de repórteres, o que evidencia que não temos condições de manter o serviço que atenda a esta demanda. Os dois vão para Bangu 2 aguardar a decisão da Justiça sobre a ida para Minas Gerais.

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Bruno, Macarrão e mais cinco pessoas são suspeitas de envolvimento no desaparecimento da jovem, que é ex-amante do atleta. Ela teria sido sequestrada e morta no início de junho na região metropolitana de Belo Horizonte, segundo um primo de Bruno que disse ter presenciado o crime.

Os sete tiveram a prisão temporária decretada nessa quarta-feira, mas alegam inocência. Bruno e Macarrão passaram a noite presos em celas separadas e improvisadas na Delegacia de Homicídios do Rio e devem ser levados para a Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), responsável pelas investigações, após autorização judicial.

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Advogado sai do caso

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O advogado Michel Asseff Filho, que defendia o goleiro, confirmou às 10h25 que deixou o caso. O atleta será defendido a partir de agora pelo advogado mineiro Ércio Quaresma, que já atua na defesa de Macarrão e da ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza.

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Asseff Filho contou que também defende o clube rubro-negro e que cuidava do processo de Bruno porque ele era um patrimônio, um dos jogadores mais caros (recebia cerca de R$ 200 mil por mês e teve contrato suspenso). Segundo ele, houve conflito de interesses e o mais prudente foi encaminhar o caso específico para outro profissional.

- Deixo o caso por um conflito de interesses com o Flamengo. Eu o estava defendendo porque ele era jogador do Flamengo e um dos atletas mais caros do clube. A partir do momento que o clube suspendeu o seu contrato, eu deixo o caso.

O advogado também disse que não entrou com habeas corpus para que Bruno ficasse em liberdade, que o atleta entendeu o motivo da sua saída e que ele estava sendo bem tratado. Asseff voltou a dizer que Bruno respondeu todas as perguntas durante interrogatório nessa quarta-feira (7) e que ficou "surpreso e estarrecido" com as declarações do primo de 17 anos.