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​'Doutores palhaços' levam alegria até para pacientes em coma nos hospitais

Da Redação ·
Os 'doutores palhaços' interagem com pacientes que estão na fila para serem atendidos (Foto: Gizele Silva/G1 PR)
Os 'doutores palhaços' interagem com pacientes que estão na fila para serem atendidos (Foto: Gizele Silva/G1 PR)

Pacientes de todas as idades e alas de oito hospitais públicos de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, recebem os voluntários da Organização Não Governamental (ONG) “SOS Alegria Doutores Palhaços”. O grupo existe há mais de seis anos e, há cerca de dois anos, incluiu no roteiro de visitas os pacientes que estão em coma. “Percebemos que muitos pacientes que estão inconscientes têm alteração dos batimentos cardíacos quando os palhaços estão no quarto”, afirma uma das coordenadoras da ONG, Micheli Vaz Madalozo Santos. Uma das voluntárias do grupo ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu os palhaços no leito. “Ela estava com um nível de consciência muito baixo e, quando recebeu alta, nos relatou que lembrava da música que os palhaços tocavam nas intervenções”, diz Micheli.

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Os doutores palhaços, chamados de besteirologistas, não fazem simples visitas, mas intervenções, segundo Micheli. Eles entram no quarto hospitalar, encenam, cantam e interagem entre si e com os pacientes. A ideia, segundo ela, é não falar da doença e sim levar momentos bons para os internados. “Quando o paciente sorri, nós podemos ir embora”, comenta.

Coisa séria

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Fazer os doentes sorrirem é coisa séria para os doutores palhaços. Para entrar no grupo, os doutores fazem três meses de treinamento para estarem aptos às intervenções nos hospitais. Nos primeiros três meses de visitas, os voluntários passam por uma avaliação para que a coordenação do grupo identifique o desempenho e o que precisa ser mudado. Além disso, mesmo os veteranos do grupo fazem reciclagens uma vez por mês.