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MP-RJ indicia Bruno e "Macarrão" pelo sequestro de Eliza Samudio

Da Redação ·
 Goleiro Bruno
fonte: Arquivo
Goleiro Bruno

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou nesta ontem (7) o goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, e Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como “Macarrão”, pelos crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal.

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Se a denúncia for recebida pelo Juízo da Vara Criminal de Jacarepaguá, Bruno e “Macarrão” responderão a ação penal, informou nota divulgada no fim da tarde desta quarta pelo MP-RJ.

A dupla foi indiciada pelo sequestro de Eliza Silva Samudio, que estava grávida, em outubro de 2009. Na ocasião, eles tentaram forçá-la a abortar, segundo o Promotor de Justiça Alexandre Murilo Graça.

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Pelo crime de sequestro e cárcere privado, agravado pelos maus-tratos cometidos contra a vítima, eles podem ser condenados a dois e a oito anos de reclusão. Se forem condenados por lesão corporal, a pena será de três meses a um ano.

O MP pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos aparelhos utilizados por Bruno e “Macarrão” nos dias 12 e 13 de outubro. Cópia dos depoimentos colhidos em Contagem (MG) e na Divisão de Homicídios do Rio também foi requisitada.

“Os elementos dos autos demonstram que o primeiro denunciado (Bruno) tem personalidade distorcida, sempre agindo com brutalidade e acompanhado de seguranças. Inclusive, todos nós sabemos das declarações dadas pelo denunciado nos jornais, indicando que se trata de pessoa que não se importa em utilizar de violência física, principalmente contra mulheres”, assinala o Promotor no pedido de prisão preventiva.

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A prisão temporária de ambos foi decretada pela manhã e deve durar cinco dias.

Sequestro
A denúncia relata que Eliza estava grávida de cinco meses e que o filho seria de Bruno. No dia 13 de outubro, por volta das 2h, o goleiro a teria levado para o interior de seu carro, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Ao entrar no veículo, ela teria sido surpreendida por “Macarrão” e outros dois homens não identificados.

Quando se recusou a abortar, Eliza teria sido sequestrada e agredida. Ainda no carro, Bruno teria estapeado o rosto da jovem, resultando nas lesões corporais descritas em laudo do Instituto Médico Legal (IML). O goleiro também teria apontado uma arma de fogo para Eliza enquanto os demais a ofendiam, ameaçavam de morte, maltratavam e a impediam de desembarcar.

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Segundo a denúncia, por volta das 3h30, os dois denunciados e os dois outros suspeitos levaram Eliza para a casa de Bruno, na Barra da Tijuca, onde a forçaram a ingerir um líquido e comprimidos com substâncias que entendiam ser abortivas.

“A vítima foi mantida no local, contra a vontade, até o dia seguinte, quando os denunciados, acreditando que o aborto logo se realizaria, liberaram-na. Ocorre que as substâncias que lhe foram ministradas não eram aptas a produzir o resultado”, diz a denúncia.