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Mortos pelas chuvas no Rio chegam a 133

Da Redação ·
 Resgate de vítimas no Morro dos Prazeres, zona norte do Rio
fonte: Marcos de Paula/AE
Resgate de vítimas no Morro dos Prazeres, zona norte do Rio

O maior temporal da história do Rio de Janeiro nos últimos 44 anos causou deslizamentos, destruição, colapso na infraestrutura, nos transportes e já deixou 133 mortos. De acordo com levantamento feito nas prefeituras e no governo do Estado. foram 48 mortes em Niterói, 16 em São Gonçalo, 36 na capital, dois na Baixada Fluminense e um em Petrópolis, na região serrana.

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A maioria das vítimas morava em áreas de encosta, como no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, onde os deslizamentos mataram 14 pessoas. A prefeitura do Rio informa que são 1.410 desabrigados, 368 desalojados, 56 feridos e quatro desaparecidas. Oito bombeiros ficaram gravemente feridos na tentativa de resgate em Niterói.

Em entrevista coletiva às 5h30 de hoje (7), o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) voltou a pedir para que os cariocas fiquem em casa e decretou feriado para as escolas municipais nesta quarta. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) decretou luto oficial de três dias pelas vítimas. O sistema Alerta Rio, da Prefeitura, informou que o município entrou em alerta máximo na tarde desta terça. A alteração é caracterizada pela previsão de fortes chuvas e a possibilidade de alagamentos e deslizamentos na região. O anúncio foi feito às 15h45. As áreas em preto apontam os pontos da cidade em alerta máximo. As regiões mais afetadas pelas chuvas são Niterói, São Gonçalo, Grajaú, Tijuca, Santa Tereza e Rio Comprido.