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Elizabeth II discursa na ONU pela 1ª vez em 50 anos

Da Redação ·

A rainha britânica Elizabeth II desafiou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU) a direcionar a responsabilidade internacional para perigos globais e promover a prosperidade e a dignidade entre toda a população mundial. "Em meu tempo de vida, a ONU passou de uma idealização para uma força real para o bem comum", disse a monarca de 84 anos a diplomatas de todos os 192 países membros da ONU. "Isso sozinho foi uma grande conquista. Mas não estamos aqui para relembrar velhas histórias. No mundo de amanhã, nós todos precisamos trabalhar juntos tão duro quanto possível se realmente formos as Nações Unidas", disse a rainha.

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Falando pela primeira vez na ONU desde 1957, Elizabeth recordou as enormes mudanças no mundo desde que esteve na sede da organização pela última vez, principalmente na ciência, tecnologia e comportamento. A rainha também elogiou os objetivos e valores da ONU, que persistiram: promover a paz, segurança e justiça; lutar contra a fome, pobreza e doenças e proteger os direitos e liberdades de todos os cidadãos.

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Elizabeth II e seu marido, o príncipe Philip, visitaram hoje Nova York. A rainha foi cumprimentada em sua chegada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Ali Abdessalam Treki, e suas esposas. Ban chamou Elizabeth de "um símbolo vivo de graça, constância e dignidade". "Em um mundo mutante e agitado, você é uma âncora para nossa era", disse o secretário. "Seu reino envolve décadas. Dos desafios da Guerra Fria ao desafio do aquecimento global. Dos Beatles a Beckham. Da televisão ao Twitter".

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A rainha recordou que quando foi à ONU em 1957, havia apenas três missões da ONU em outros países. "Agora, mais de 120 mil homens e mulheres estão empregados em 26 missões ao redor do mundo", afirmou. "Vocês ajudaram a reduzir conflitos, ofereceram ajuda humanitária a milhões de pessoas afetadas por desastres naturais e outras emergências, e estiveram profundamente compromissados em conter os efeitos da pobreza em muitas partes do mundo", elogiou a rainha.

No fim do discurso, que durou apenas oito minutos, ela foi efusivamente aplaudida. Depois, ela se reuniu em separado com Treki, Ban e embaixadores do Conselho de Segurança. Ao término de sua visita a Nova York, a rainha e seu marido, o duque de Edimburgo, se dirigiram ao sul de Manhattan, no local onde antes ficavam as Torres Gêmeas, destruídas durante os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. No local, ela depositou uma coroa de flores em homenagem aos mortos no atentado. Depois, se dirigiu a um jardim feito em homenagem aos 67 britânicos mortos na tragédia.