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Empresário admite que pagou por intermediação de Youssef, mas nega irregularidade

Da Redação ·
O sócio da Sanko-Sider Márcio Bonilho (D) conversa com advogado durante depoimento à CPI
O sócio da Sanko-Sider Márcio Bonilho (D) conversa com advogado durante depoimento à CPI

A CPI Mista da Petrobras encerrou há pouco o depoimento do sócio e diretor da Sanko-Sider Produtos Siderúrgicos, Márcio Bonilho, que deu explicações sobre seu relacionamento com o doleiro Alberto Youssef, acusado de operar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

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O executivo informou que conheceu Youssef há quatro anos e pagou quase R$ 38 milhões em comissões pela intermediação de negócios da Sanko com outras empresas, inclusive empreiteiras. Ele negou irregularidades nos pagamentos e disse que as comissões variavam de 3% a 15%.

— Pretendia expandir os negócios e me interessei pelos serviços [de Youssef]. Ele era conhecido por ter um tráfego bom junto às construtoras — justificou.

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Com exceção do deputado Afonso Florence (PT-BA) e do senador Gim (PTB-DF) só participaram da audiência oposicionistas. Odeputado Izalci (PSDB-DF) disse que vai apresentar requerimento pedindo uma acareação entre Bonilho e Alberto Youssef.

A próxima reunião da CPI Mista está marcada para a próxima terça-feira, 2 de dezembro, para acareação entre os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró. Antes, poderão ser analisados requerimentos.