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Pontos vulneráveis à prostituição infantil cresce nas estradas, diz estudo

Da Redação ·
Márcia Vieira, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da PRF, fala sobre os pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Márcia Vieira, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da PRF, fala sobre os pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

BRASÍLIA, DF - O número de pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras aumentou no último ano, mas diminuiu a proporção deles considerada crítica. 

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As conclusões constam da nova edição do Projeto Mapear, feito pela Polícia Rodoviária Federal, OIT (Organização International do Trabalho) a ONG Childhood Brasil e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. 

Se entre 2011 e 2012 o número de pontos no país era de 1.776, entre 2013 e 2014 saltou para 1.969 -um aumento de 10,8%. 

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O estudo classifica os pontos por meio de quatro categorias: críticos (mais sujeitos à exploração sexual), alto risco médio risco e baixo risco (menos sujeitos). 

O número de pontos críticos caiu de 691 para 566, queda de 18%. Desde o início do projeto, há seis anos, esse dado diminuiu em torno de 40%. Tendência inversa contudo ocorreu com a quantidade de pontos de alto risco, que foi de 480 (2011/2012) para 538 (2013/2014) -crescimento de 12%. 

Dentre as regiões do país, as estradas do Nordeste são as que mais concentram pontos críticos -172. No total, considerados todos os tipos de ponto, as vias do Sudeste lideram (494 pontos). 

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Para a PRF, os resultados desse ano são essencialmente positivos, e demonstram o resultados das políticas de repressão e prevenção. 

O mapeamento ajuda no desenho de políticas públicas para dirimir a prostituição infantil.