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Profissionais da Saúde participam de Congresso sobre infecção hospitalar

Da Redação ·
Foto: Venilton Küchler/SESA
Foto: Venilton Küchler/SESA

Mais de 1.500 profissionais da área participam, em Curitiba, do XIV Congresso Brasileiro de Infecção e Epidemiologia Hospitalar, que discute novas propostas para ampliar a segurança dos pacientes. Para que o congresso tivesse impacto na qualidade do atendimento ofertado na rede pública de saúde do Paraná, a Secretaria Estadual da Saúde custeou a participação de 200 profissionais vinculados ao SUS no Paraná. 

O Governo do Paraná é um dos parceiros do evento, que é promovido pela Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar (APARCIH). O congresso, aberto quarta-feira (19) e que segue até sábado, tem mostra de trabalhos, debates e palestras com autoridades internacionais da área. 

“É a oportunidade dos profissionais se atualizarem e terem contato com autoridades de renome internacional. Queremos que o conhecimento adquirido aqui seja aplicado na prática, dentro dos serviços de saúde e em favor da segurança do paciente”, afirmou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz. 

MÃO LIMPAS – A conferência de abertura foi do diretor do Programa de Controle de Infecção Hospitalar da Organização Mundial da Saúde, Didier Pittet, que também é autor do livro “Clean Hands, Save Lives”. Segundo ele, o mundo vive hoje uma pandemia silenciosa, visto que 16 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de infecções adquiridas em serviços de saúde. “A principal forma de conter esse problema é conscientizar os profissionais de saúde sobre a importância de manter as mãos sempre limpas, higienizando-as de maneira adequada”, revela. 

NO PARANÁ - A orientação de Pittet está em consonância com a campanha “Mãos Limpas, Paciente Seguro”, lançada pelo Governo do Paraná em outubro de 2013. A estratégia visa incentivar os profissionais de hospitais públicos e privados a incorporar a higienização permanente das mãos em suas rotinas de trabalho. 

A campanha, que detalha os cinco momentos em que a higiene das mãos é indispensável, é um dos destaques do estande montado pela Secretaria Estadual da Saúde no congresso. 

Além da campanha, o espaço também apresenta a política estadual desenvolvida para prevenção e controle das infecções hospitalares no Paraná. Uma equipe do Centro Estadual de Vigilância Sanitária está no local para tirar dúvidas e dialogar com os congressistas. 

BALANÇO – Desde 2011, o Estado tem trabalhado em conjunto com sociedades científicas, entidades de classe e hospitais para implantar ações eficazes para reduzir o risco de novas infecções. Resultado disso é a criação da Comissão Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (Ceciss), que reúne periodicamente representantes de diversas entidades para avaliar os indicadores e discutir estratégias para reduzir o número de casos no Paraná. 

Outra ação que serve de exemplo para todo o país foi a implantação do Sistema Online de Notificação de Infecções Hospitalares (SONIH). O instrumento auxilia no monitoramento das taxas registradas nos principais hospitais do Paraná. 

SEGUNDO ESTADO - “Após a criação do sistema, nos tornamos o segundo estado que mais notifica infecção hospitalar no Brasil. Isso permite que tenhamos um panorama real da situação no Estado e nos ajuda a intervir onde é necessário”, destaca o coordenador do Centro Estadual de Vigilância Sanitária, Paulo Costa Santana. 

A partir de 2015, o sistema deve ganhar uma nova funcionalidade. O objetivo é melhorar a qualidade das informações referentes à notificação de casos de bactérias multirresistentes. Os novos dados darão subsídios a ações para barrar a disseminação desses microorganismos. 

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