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"Comércio, é comprar por R$ 100 e vender por R$ 200’, dizia Samuel Klein

Da Redação ·
Chegou ao Brasil convidado por uma tia, que morava no Rio de Janeiro, mas dois meses depois partia para São Paulo - Foto: Divulgação
Chegou ao Brasil convidado por uma tia, que morava no Rio de Janeiro, mas dois meses depois partia para São Paulo - Foto: Divulgação

Nascido na Polônia em 1923 e único sobrevivente de uma família de oito irmãos, Samuel Klein viveu dois anos num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Conseguiu fugir e sobreviver como comerciante: comprava vodka de fazendeiros e vendia aos soldados russos.

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Chegou ao Brasil convidado por uma tia, que morava no Rio de Janeiro, mas dois meses depois partia para São Paulo. No caminho, conheceu um mascate, que o apresentou à Estação da Luz e o convidou para trabalhar ali. Klein havia trazido US$ 6 mil. Comprou a casa do mascate, uma charrete com cavalo e começou a vender roupa de cama, mesa e banho de porta em porta.

"Comércio não tem segredo, é comprar por R$ 100 e vender por R$ 200", costumava contar Klein em sua sala na loja de São Caetano do Sul, no ABC paulista, onde passava o dia antes de transferir o comando para o filho, Michel Klein.

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Era ali mesmo, no escritório, que era atendido pelo barbeiro e pela manicure. Manter os pés com as unhas bem aparadas era algo, dizia, necessário para quem circulava na loja com chinelos modelo franciscano.

Passou de mascate a lojista mas não abandonou seus clientes, que dizia ser os melhores do país. Em tempos bicudos de inflação, desemprego, crédito caro e escasso, Klein vendia mesmo para quem não tinha carteira assinada. Explicava que, ao contrário dos ricos, os mais pobres tinham como principal patrimônio a confiança de que pagariam os carnês das Casas Bahia — nome dado à rede em homenagem aos próprios clientes, em sua maioria nordestinos que chegavam em São Paulo em busca de uma vida melhor.

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