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Advogado afirma que Youssef emagreceu 20 kg na prisão

Da Redação ·
“Não é novidade dizer que ele está debilitado. Ele tem um quadro de saúde delicado e precisa de cuidados médicos”, disse o advogado - Foto: Arquivo
“Não é novidade dizer que ele está debilitado. Ele tem um quadro de saúde delicado e precisa de cuidados médicos”, disse o advogado - Foto: Arquivo

O doleiro Alberto Youssef apontado por investigações como o líder do esquema de desvio e lavagem de dinheiro, estimado em R$ 10 bilhões, desvendado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF), deve voltar a depor daqui dois meses.

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A informação foi confirmada pelo advogado Tracy Reinaldet, nesta quarta-feira (19), após uma visita ao doleiro na Superintendência da PF em Curitiba. O jurista fez questão de destacar a saúde debilitada do investigado. De acordo com Reinaldet, Youssef emagreceu 20 kg desde que foi detido em março deste ano.

“Não é novidade dizer que ele está debilitado. Ele tem um quadro de saúde delicado e precisa de cuidados médicos”, disse o advogado. O jurista acrescentou que o doleiro tem sido tratado com respeito pela Polícia Federal e que tem sido bem atendido, quando necessário.

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Apontado como líder do esquema, Youssef e os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) entraram em um acordo de delação premiada. Com isso doleiro se comprometeu a dizer tudo o que sabe sobre o esquema de lavagem de dinheiro, em troca de reduções nas penas que podem ser imputadas. Os desmembramentos da operação chegaram a Petrobras e também indicam a participação de Youssef. De acordo com as investigações, nove empreiteiras de grande porte são suspeitas de participar de um esquema de formação de cartel e pagamento de propina para corromper agentes públicos.

O doleiro divide a carceragem da Polícia Federal com outras 24 pessoas detidas na última fase da Operação Lava Jato, que teve como alvo justamente os executivos e funcionários das empreiteiras que têm contrato com a Petrobras de aproximadamente R$ 59 bilhões.

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Ele é o único em cela separada. Segundo Tracy Reinaldet, não há medo de represarias por parte dos delatados. O isolamento, portanto, é apenas uma medida preventiva. Youssef passa o dia lendo e dormindo, segundo Reinaldet. “A regra aqui é rigorosa. Não tem rádio nem TV”, comentou.

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