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Sanções não vão afetar programa nuclear, diz Irã

Da Redação ·

O governo do Irã enviou uma carta aos 15 membros do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) insistindo que as novas sanções impostas contra o país não vão afetar seu programa nuclear, informou hoje a agência estatal IRNA. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou no texto que Teerã "considera que a adoção de tais resoluções não afetarão seu programa nuclear totalmente pacífico".

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Na carta aos ministros de Relações Exteriores dos membros do CS, Mottaki acrescentou que o país está "mais determinado" que nunca a desenvolver seu programa nuclear. Ele criticou a adoção "apressada, pela insistência da América e de seus aliados, de uma resolução injusta contra a grande nação do Irã".

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Em 9 de junho, 12 membros do Conselho de Segurança, incluindo todos os cinco membros permanentes com poder de veto (EUA, Grã-Bretanha, China, Rússia e França), votaram a favor da quarta rodada de sanções contra o Irã, pelo fato de o país se recusar a parar de enriquecer urânio. As potências lideradas por Washington temem que o Irã busque secretamente armas nucleares, o que Teerã nega, afirmando ter apenas fins pacíficos. O Brasil e a Turquia votaram contra as sanções, e o Líbano se absteve.

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Mottaki agradeceu aos ministros das Relações Exteriores de Brasil e Turquia por "resistirem à pressão de algumas nações específicas e votarem contra a resolução", segundo a IRNA. O ministro reiterou ainda a posição segundo a qual "as armas nucleares não têm lugar nas políticas de defesa e segurança do Irã".

Hoje o presidente dos EUA, Barack Obama, deve firmar uma lei com sanções contra os setores de energia e finanças do Irã. O texto foi aprovado na semana passada pelo Legislativo norte-americano. As novas medidas buscam limitar o acesso iraniano a produtos derivados de petróleo, como gasolina e combustível para jatos, e também limitar o acesso do país ao sistema bancário internacional. As informações são da Dow Jones.