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Rugai se entrega à polícia após Justiça negar pedido para anular sentença

Da Redação ·
Foto: Divulgação
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SÃO PAULO, SP - O ex-seminarista Gil Rugai se entregou à polícia na manhã desta quarta-feira (5). O Tribunal de Justiça decidiu, nesta terça-feira (4) negar o pedido de anulação do julgamento que o condenou pelo assassinato do pai e da madrasta em março de 2004.

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Rugai chegou à sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) por volta das 8h30, em um carro da Polícia Civil. Ele estava acompanhado de um delegado e de um advogado. A defesa do jovem combinou com a polícia o horário que o estudante iria se entregar, na casa da avó dele, na zona oeste.

O colegiado ainda determinou, de maneira unânime, a expedição de um mandado de prisão imediata dele. Há cinco anos um habeas corpus, que mantém Rugai em liberdade, aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal.

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Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão em fevereiro de 2013. A defesa entrou com um recurso contra as provas apresentadas pela acusação.

COMO FOI O CRIME

O empresário Luiz Rugai e a mulher, Alessandra Troitino, foram assassinados a tiros em casa, em Perdizes (zona oeste de São Paulo) em 2004.

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A investigação da polícia apontou vários indícios contra Rugai. Exames realizados em uma marca de sapato deixada na porta da sala de vídeo -onde o empresário teria tentado se esconder e que foi arrombada- apontaram que quem arrombou a porta teria lesões no pé. Exames de ressonância magnética realizados no pé do suspeito apontaram lesões compatíveis.

Além das provas colhidas na casa, a polícia levantou a hipótese de o crime ter ligação com o afastamento de Rugai da empresa do pai, a Referência Filmes. O ex-seminarista estaria envolvido em um desfalque de cerca de R$ 100 mil e, por isso, teria sido demitido de seu departamento financeiro. A madrasta, segundo o gerente do banco onde a Referência Filmes tinha conta, proibiu que ele a movimentasse.