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Deputados aprovam proposta de prorrogar eleições de diretores das escolas

Da Redação ·
Secretário da Educação, Paulo. Foto: Hedeson Alves
Secretário da Educação, Paulo. Foto: Hedeson Alves

A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (4), por 33 votos a 13, a proposta do Governo do Estado de prorrogar para 2015 a eleição de diretores das escolas estaduais do Paraná. A proposta também é de, neste período, discutir com a sociedade mudanças no processo de escolha dos dirigentes, para fortalecer a gestão democrática, a autonomia das escolas e, ainda, para adequar a legislação ao Plano Nacional de Educação. 

A decisão de alteração da lei, agora aprovada pelos deputados, atende a solicitação de professores que tiveram em 2014 um ano letivo comprometido por vários eventos. Os diretores têm receio de que, neste momento, o processo de escolha prejudique os trabalhos pedagógicos.

CALENDÁRIO - A eleição estava prevista para 26 de novembro. “Copa do Mundo, paralisação de professores e enchentes em algumas regiões do Paraná foram eventos que comprometeram muito o calendário escolar”, afirmou o secretário estadual da Educação, Paulo Schmidt. Ele também afirma que outra questão a ser revista na nova lei é a coincidência, hoje existente, entre eleições nas escolas e eleições gerais no País. 

DIÁLOGO - Nos últimos meses, o secretário participou de reuniões nos Núcleos Regionais de Educação e conversou com quase todos os diretores das 2.500 escolas do Estado e também das escolas especiais conveniadas. As sugestões e reclamações serão consideradas no novo modelo de eleição e de gestão escolar que será debatido. 

“É um início de uma discussão para alterações na lei, pela continuidade do processo como está, ou pela mudança. Precisamos ouvir a comunidade, pois quando a lei foi feita a comunidade não foi ouvida”, disse o diretor do Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba, Edson Martins. 

A diretora do Colégio Estadual José Guimarães, de Curitiba, Maria Lúcia Fagundes Rosseto, defende o processo democrático das eleições, mas apoia a alteração na lei. 

“A comunidade escolar é que tem que decidir pela continuidade de um diretor ou não, por isso eu concordo com a revisão na lei. Em diversas escolas a comunidade quer a continuidade do trabalho do diretor”, contou Maria Lúcia. 

FORTALECER - Para o secretário Schmidt, nenhuma área avança sem boas lideranças, e o Governo quer com a revisão da lei fortalecer o papel dos diretores, que nos últimos anos assumiram novas responsabilidades. Além disso, a ideia é melhorar o controle social da escola pela maior participação da sociedade. “Definitivamente, precisamos rever o modelo e mudar a forma de relacionamento das escolas, fortalecendo o trabalho dos diretores com cursos, formação e acompanhamento de resultados”, afirma Schmidt. 

Além de cursos de gestão e de metas com avaliação da Secretaria, a discussão do novo modelo de escolha de dirigentes de escolas passará por uma revisão dos critérios de paridade dos votos de alunos ou familiares, professores e funcionários. “O papel dos diretores é determinante para que os bons resultados na escola e na Educação em geral aconteçam. Isto que está em jogo”, diz Schmidt. 

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