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Prefeitura fecha salões de beleza de luxo nos Jardins

Da Redação ·

O cabeleireiro Marco Antônio de Biaggi, famoso por cortar os cabelos de celebridades como Adriane Galisteu, Luana Piovani e Danielle Winits, deixou ontem seu salão escondido no chão do Jaguar de uma cliente. Ele não queria falar com a imprensa sobre a iminente demolição de parte do luxuoso local na Rua Estados Unidos, nos Jardins: o MG Hair Design.

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Segundo a Secretaria Municipal de Controle Urbano (Contru), tanto o MG Hair quanto o salão vizinho, da socialite Lucinha Mauro, ex-sócia de Biaggi e atual desafeto, estão "totalmente irregulares". Uma ação fiscal será aberta hoje e vai multar os dois imóveis em R$ 2,51 por metro quadrado.

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A secretaria bateu primeiro na porta de Lucinha. "Estivemos na esquina para vistoriar um imóvel e acabamos estendendo a visita à vizinhança", disse o secretário Orlando Almeida, que acabou atraindo toda a atenção da imprensa, uma vez que os dois donos de salão não apareceram.

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Almeida diz que o salão de Lucinha, aberto dia 8 com o nome de 1838, ocupa o dobro da área aprovada para funcionar. A Prefeitura aprovou a construção de 446,2 m² e, segundo o secretário, há 500m² a mais. Lucinha diz que, desde que adquiriu o salão, não mexeu na metragem. O de Biaggi tem tamanho (1.715,71m2) e gabarito (altura) maiores que o permitido. A construção chega a 11,2 metros enquanto, pela lei de zoneamento da quadra, a altura máxima deve ser de 10 metros. Os dois salões estão numa zona de centralidade linear (ZCLz-II), que fica entre as zonas residencial e mista.

Indignada, Lucinha reclamou de "abuso de autoridade". "Desde as 11 horas estão nos coagindo a fechar. Até chamei a polícia porque eles não apresentaram nenhuma documentação." À noite, Almeida e sua comitiva apresentaram no local a documentação com as licenças indeferidas. "A atividade é lícita, eles têm empregados, recolhem impostos. Vamos agilizar ao máximo o trâmite do processo, para que o prejuízo seja o menor possível. Mas eles têm de regularizar a situação." Em seguida, emendou: "Se desrespeitarem e abrirem amanhã (hoje), podem até ser lacrados." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.