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Vamos ver se ele vai rir disso mesmo, diz delegado sobre Bruno

Da Redação ·
 Goleiro Bruno
fonte: Arquivo
Goleiro Bruno

O delegado do Departamento de Investigações de Belo Horizonte, Edson Moreira, comentou, nesta terça-feira (29), uma declaração do goleiro Bruno a respeito do desaparecimento da ex-namorada, Eliza Samudio, de 25 anos. O jogador disse a jornalistas, na segunda-feira (28), que ainda vai rir muito “de tudo isso”. Bruno é suspeito de envolvimento no desaparecimento da jovem. Segundo a polícia, Eliza estava em Minas Gerais quando desapareceu.

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"O momento agora é de trabalhar muito e conversar pouco. O Bruno disse que vai rir disso tudo no final. Vamos ver se ele vai rir mesmo", disse o delegado na porta do Departamento de Investigações.

O delegado infomou que Bruno é o principal e único suspeito do desaparecimento da jovem. Moreira se reuniu com a delegada Alessandra Wilke, de Contagem (MG), para discutir o caso do desaparecimento da jovem. A estudante está desaparecida há três semanas. Ela brigava na Justiça para que Bruno reconhecesse a paternidade do filho de quatro meses.

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Dois investigadores entraram no condomínio do sítio do goleiro Bruno, em Esmeraldas (MG), na tarde desta terça-feira. Também nesta terça, fontes ligadas às investigações informaram que foram encontrados vestígios de sangue no carro do jogador. O exame foi feito com luminol, substância que detecta presença de sangue. Bruno não foi intimado a depor, mas pode se apresentar por conta própria, segundo as mesmas fontes.

O motorista de Bruno, Clayton, foi ouvido pela polícia em Contagem, na Grande Belo Horizonte, na tarde desta terça. O advogado do motorista e uma mulher que teria sido reconhecida por inspetores como esposa de Clayton estiveram na delegacia. Na saída, o motorista não quis falar com a imprensa. Já o advogado Lorivaldo Carneiro disse: "Meu cliente é inocente, não deve nada. Prestou declaração apenas e foi liberado". Quando perguntado se Clayton é amigo de Bruno, Carneiro disse apenas que amizade não quer dizer nada.

Entenda o caso

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Policiais e peritos deixaram o sítio do goleiro, na madrugada desta terça, depois de mais de seis horas de investigações. No porão da casa foram encontradas fraldas e roupas de bebê e de mulher. A polícia apura se há vestígios de sangue nesses objetos e se eles poderiam pertencer a Eliza ou ao seu filho. Fontes também disseram que esses objetos serão mostrados a testemunhas para tentar um reconhecimento.

O carro de Bruno, um Range Rover que foi apreendido no início do mês por multas e atraso no pagamento do IPVA, também foi periciado e foram encontrados vestígios de sangue também no veículo, segundo fontes ligadas às investigações.

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As buscas no sítio do jogador começaram na tarde de segunda, depois de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Os policiais recolheram imagens do circuito interno do condomínio. Depois, cavaram o terreno, observaram e fotografaram uma cisterna. Em seguida, entraram no porão, pularam as janelas dos fundos, entraram na casa. No segundo andar da casa, os policiais verificaram móveis, portas e cortinas. Os policiais ainda foram a um bosque ao lado do sítio, onde analisaram um poço. Nesta terça, fontes ligadas às investigações disseram que foram feitas buscas em trilhas próximas ao sítio.

O sítio começou a ser vigiado na quinta-feira (24), quando a polícia recebeu uma denúncia anônima sobre o desaparecimento de Eliza. Segundo a polícia, o filho de Eliza esteve no sítio. Na madrugada de sábado (26), o menino foi encontrado na casa de uma mulher desconhecida e levado a um abrigo. No domingo (27), o pai de Eliza buscou a criança e a levou para Foz do Iguaçu (PR), onde mora.

Ainda segundo a polícia, Dayane Souza, mulher de Bruno, teria tentado esconder o bebê na casa de conhecidos. Ela foi autuada em flagrante por subtração de incapaz.

Na segunda-feira (28), o goleiro foi afastado do Flamengo.