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Furacão Alex atrapalha limpeza de óleo no Golfo

Da Redação ·

O furacão Alex está atrapalhando hoje o esforço de limpeza de óleo realizado pela britânica BP PLC no Golfo do México. A tempestade ganha força e deve chegar ainda hoje à terra firme. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou estado de emergência no Texas, conforme o Alex ganhava força no fim da noite de ontem para tornar-se o primeiro furacão da temporada no Atlântico.

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O Alex está ainda distante do epicentro do esforço de limpeza, que fica a pouco mais de 80 quilômetros da costa da Louisiana. Porém o furacão provoca fortes ondas e ventos, que forçaram a suspensão da coleta de petróleo e atrapalharam as atividades nas costas da Louisiana, do Alabama e da Flórida.

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Duas embarcações continuavam a capturar óleo do poço que vaza perto da costa da Louisiana, onde a plataforma Deepwater Horizon explodiu, em 22 de abril, causando o pior desastre ambiental da história dos EUA. As ondas no local passavam dos dois metros, segundo um porta-voz da Guarda Costeira.

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Havia ainda ventos de cerca de 40 quilômetros por hora, impossibilitando que fosse utilizada uma terceira embarcação, a Helix Producer, que seria capaz de quase dobrar a capacidade de coleta do vazamento. O esquema atual consegue capturar quase 25 mil barris de óleo por dia. A estimativa é a de que estejam vazando diariamente entre 30 mil e 60 mil barris.

O mar agitado também deixou partes da mancha de óleo mais próximas de áreas costeiras na Flórida e na Louisiana, além de carregar o óleo para mais perto de áreas alagadas, que são ecossistemas frágeis. O Alex deve chegar à terra no fim da noite de hoje, no sul da fronteira entre EUA e México, possivelmente como um furacão de categoria 2, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), sediado em Miami.

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Reclamação

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Com a declaração de emergência de Obama, válida para o Texas, foi dada luz verde para que a Agência de Gerenciamento de Emergência Federal coordene todos os esforços de auxílio ao desastre, afirmou a Casa Branca em comunicado. O vice-presidente do país, Joe Biden, que visitou ontem a área do desastre, ouviu reclamações do governador da Louisiana, Bobby Jindal, sobre a demora da resposta federal.

Uma faixa de mais de 650 metros de mar foi atingida pelo petróleo, que afetou muitas espécies de pássaros e da vida marinha. Desde a explosão, o volume de óleo atingiu um nível alarmante, prejudicando os setores de pesca e turismo, vitais para a região. As informações são da Dow Jones.