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Verbas para chuvas não suprem tragédias

Da Redação ·

Levantamento feito pelo site Contas Abertas, a pedido do R7, aponta que a União direciona mais verbas para ações de reconstrução após tragédias naturais do que para a prevenção dos desastres. Para piorar o quadro, não há um critério objetivo nos repasses entre os Estados. Os mais atingidos receberam uma parte muito pequena, ou mesmo nenhum centavo, da verba de prevenção.

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Até o dia 18 de junho, o governo destinou R$ 70 milhões para ações de prevenção, ante R$ 542 milhões em resposta a desastres. Em um ano em que as chuvas arrasaram Estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e, agora, Alagoas e Pernambuco, quem mais recebeu verbas federais foi a Bahia, com R$ 40 milhões. Os outros Estados afetados pelas chuvas receberam apenas R$ 4,7 milhões no total.

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Em contrapartida, quando a tragédia das chuvas já estava em andamento, a Bahia recebeu R$ 33 milhões de resposta a desastres, enquanto os outros Estados atingidos tiveram, juntos, repasses de R$ 161,1 milhões.

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Alagoas, o Estado mais afetado pelas chuvas deste mês, não recebeu qualquer verba de prevenção em 2009 e 2010 e ficou com apenas R$ 3,7 milhões para ações de reconstrução, após as chuvas do início do ano.

O levantamento, no entanto, não leva em conta o dinheiro que é repassado para outras ações estruturais, como saneamento básico e canalização de rios e córregos. A Defesa Civil, por exemplo, reservou R$ 933 milhões no orçamento dos últimos seis anos para obras preventivas de desastres, embora apenas R$ 357 milhões tenham sido efetivamente utilizados.

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Além disso, já virou rotina, em casos como esses, o governo liberar verbas extras por meio de medidas provisórias.

Quando visitou as cidades atingidas pelas chuvas em Alagoas e Pernambuco, na quinta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que destinaria R$ 275 milhões para os dois Estados, em ações imediatas de ajuda à população atingida. Lula também divulgou a criação de uma linha de financiamento no valor de R$ 1 bilhão para pequenos, médios e grandes empresários das regiões afetadas.