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Dilma diz não ter sido consultada para declaração internacional sobre florestas

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Dilma diz não ter sido consultada para declaração internacional sobre florestas
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NOVA YORK, EUA - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (24) que o Brasil não foi consultado sobre a Declaração de Nova York sobre Florestas.

"Não é uma declaração da ONU. Foi apresentada por três países: Alemanha, Reino Unido e Noruega, algumas ONGs e empresas privadas internacionais. Por que o Brasil se recusou a assinar? Primeiro porque não nos consultaram", disse em entrevista a jornalistas em Nova York, após discursar na abertura da Assembleia-Geral da ONU.

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A Declaração de Nova York é mais uma carta de boas intenções do que um plano prático para cortar pela metade o desmatamento até 2020 e zerá-lo até 2030. O Brasil não aderiu à declaração por discordar, segundo a reportagem apurou, do compromisso de desmatamento zero.

A restrição maior do Planalto diz respeito à ausência de distinção, no texto, entre desmatamento legal e ilegal.

Como no Brasil se permite manejo sustentável de florestas para extração de madeira e derrubada de áreas para agricultura, o país não poderia aderir ao desmatamento zero. Isso implicaria, na visão do governo, impedir derrubadas que hoje são permitidas por lei.

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"Além de não terem nos consultado, eles propõem algo que é contra a lei brasileira, que permite que façamos o manejo florestal. Muitas pessoas vivem do manejo, que é o desmatamento legal, sem danos ao meio ambiente. [A declaração] Contraria e se contrapõe à nossa legislação", afirmou.

Organizadores do documento dizem que tentaram engajar o Brasil na discussão, mas sem sucesso.

Com o desmatamento zero proposto na declaração, deixariam de ser emitidos a cada ano, a partir de 2030, entre 4,5 bilhões e 8,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), valor estimado para o que a destruição de florestas lança de poluição anualmente. Seria o mesmo que tirar de circulação o bilhão de carros que há hoje no mundo.

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EUA e União Europeia apoiam a declaração. China e Índia, não. Outros países com floresta tropical assinaram (Peru, Colômbia, Guiana, República Democrática do Congo e Indonésia). Mas nenhum chega perto dos 4 milhões de quilômetros quadrados de mata amazônica em território brasileiro.

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