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Na ONU, Dilma destaca avanços sociais e combate à corrupção no país

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Na ONU, Dilma destaca avanços sociais e combate à corrupção no país
Autor - Foto: Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR

NOVA YORK, EUA - A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições no Brasil, a presidente Dilma Rousseff usou cerca de metade de seu discurso de 24 minutos na abertura na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, para falar sobre temas internos, dizendo que seu governo "assumiu a responsabilidade" de combater a corrupção no país e destacando avanços sociais dos "últimos 12 anos", de governo do PT.

"A história mostra que só existe uma maneira correta e eficiente de combater a corrupção: o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros", disse Dilma, em meio ao escândalo da Petrobras.

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"Essa é a responsabilidade de cada governo. Responsabilidade que nós assumimos, ao fortalecer nossas instituições", completou, em referência ao trabalho feito pela Polícia Federal.

"Fortalecemos e demos autonomia aos órgãos que investigam e também ao que faz controle interno do governo. Criamos leis que punem tanto o corrupto quanto o corruptor."

Dilma disse que o governo manteve a solidez fiscal diante da crise e "continuou a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura".

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"Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa", disse. "Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento", afirmou.

"O Brasil saltou da 13ª para a 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou. A desigualdade caiu."

Dilma destacou que o país reduziu a dívida líquida pública de aproximadamente 60% para 35% do PIB, e a dívida externa bruta em relação ao PIB de 52% para 14%. "As reservas internacionais foram multiplicadas por dez, e, assim, nos tornamos credores internacionais", disse.

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A presidente defendeu o controle da inflação no país, que está no teto, dizendo que a taxa "tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no país".

Dilma, contudo, admitiu que a crise global atingiu o Brasil, "de forma mais aguda, nos últimos anos". "Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento", afirmou.


UNIÃO GAY

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Tocando um tema sensível da campanha no Brasil, a presidente destacou que a Suprema Corte "reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhes todos os direitos civis daí decorrentes".

Segundo ela, a universalidade dos direitos fundamentais "devem ser protegidos de toda seletividade e de toda politização, tanto no plano interno como internacional".

Dilma abriu seu discurso destacando a construção, "nos últimos 12 anos" do governo PT, de uma "sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades".

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"Há poucos dias, a FAO [órgão da ONU para a alimentação e a agricultura] informou que o Brasil saiu do mapa da fome. Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões de empregos, valorizou o salário básico, aumentando em 71% seu poder de compra", disse.


SÍRIA

Apesar de não condenar diretamente os ataques dos EUA e seus aliados à milícia radical Estado Islâmico (EI) na Síria, iniciados há dois dias, a presidente disse que o "uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos".

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"A cada intervenção militar não caminhamos para a paz, mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos", disse, citando a "persistência da questão palestina, o massacre sistemático do povo sírio, a trágica desestruturação nacional do Iraque, a grave insegurança na Líbia, os conflitos no Sahel e os embates na Ucrânia".

"Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários", afirmou.

Sem especificar, Dilma disse não ser possível aceitar que "essas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios".

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A presidente reforçou a posição do Brasil de "condenar o uso desproporcional da força" de israelenses contra palestinos na faixa de Gaza e criticou a "administração precária" da crise na região.

"Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo. Negociações efetivas entre as partes têm de conduzir à solução de dois Estados --Palestina e Israel-- vivendo lado a lado e em segurança, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas."

As crises internacionais foram usadas por Dilma para defender uma "verdadeira reforma do Conselho de Segurança", um "processo que se arrasta há muito tempo".

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"Estou certa de que todos entendemos os graves riscos de paralisia e da inação da ONU", disse.

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