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Mulher de assassino da sobrinha diz que crime foi praticado por demônio

Da Redação ·
​O tio foi preso na noite de sexta-feira (12) após confessar o assassinato
fonte: Imagem/reprodução
​O tio foi preso na noite de sexta-feira (12) após confessar o assassinato

Um crime brutal que não será esquecido por muito tempo. A família ainda em choque encontrou forças para contar uma versão do crime que aconteceu no último dia 11 no município de Cerro Azul, na região metropolitana de Curitiba, que acabou com a vida de uma jovem de 21 anos. “Ele é uma pessoa boa, deu um apagão nele. Ele foi possuído pelo demônio”, disse a mulher do assassino em entrevista exclusiva à Banda B na manhã desta segunda-feira (15). Janaína de Fátima de Matos foi morta com golpes de faca, degolada e teve os seios arrancados dentro do quintal de casa. O assassino confesso é o tio Agrevil do Carmo Santos, 50 anos.

A mulher de Santos, que pediu para não ter o nome divulgado, relatou que ele tinha a sobrinha como uma filha. “Ela morava aqui com a gente há quase 4 anos porque os pais moram longe, no sítio. Ela trabalhava junto com a minha filha, que também ia casar. Estamos todos chocados. Ela era muito amiga da nossa filha, ela noivou e o meu marido correu para encontrar um presente de casamento para ela”, contou.

Janaína morava com os tios e trabalhava em uma rede de lojas de departamentos. Ela noivou uma semana antes do crime e se preparava para deixar a casa dos tios ainda neste mês. Em depoimento à Polícia Civil, o tio confessou ter matado a sobrinha para impedir que ela fosse embora. “Eu não queria que ela fosse embora. Ela era uma boa companhia”, disse.

A versão da família é que Santos foi possuído por um espírito do mal. “Ele mesmo disse que não lembra de nada, que deu um branco nele. Foi o demônio que fez isso”, disse a mulher, que confessou estar a base de antidepressivos desde a prisão o marido.

Embora ele tenha confessado à polícia que premeditou o crime, a família ainda não acredita nisso. Segundo a mulher do suspeito, Santos é uma pessoa boa. “Ele não é um monstro como estão dizendo por aí. Ele é uma pessoa boa, trabalhadora, todo mundo aqui em Cerro Azul conhecia ele. Nossa família era unida, ele sempre foi um pai muito bom, ajudava os filhos, ele estava feliz”, defendeu.

Na noite após o crime, a mulher lembra que Santos deitou sobre as pernas dela e não conseguiu dormir. “Parece que ele queria me falar alguma coisa. Me abraçava forte, falava que não sabia como aquilo tinha acontecido”.

O perdão é difícil, segundo ela, mas a raiva do companheiro de 27 anos não vem. “Ele fez um crime bárbaro, a gente sabe disso, mas ele não é um monstro. Não consigo pegar raiva dele. O que ele fez foi coisa de psicopata, mas ele não era assim. Foi coisa do demônio, do momento, impulso. Eu sei que ele vai ter que pagar pelo que fez, tirou a vida da minha sobrinha que eu amava e da pior maneira do mundo”, completa.

Após os golpes na lavanderia, o tio cortou os dois seios de Janaína e separou para ele. “Joguei os dois seios no rio junto com o celular dela. Os seios dela eram bonitos”, disse. Sobre isso, a esposa de Santos rebate dizendo que o relacionamento entre eles era de pai e filha e que nunca teve ciúmes da sobrinha. “Nunca, nunca teve ciúmes, nada. Era um relacionamento normal entre tio e sobrinha. Ele falava que gostava dela bastante, mas porque eram família”, descreve.

O tio foi preso na noite de sexta-feira (12) após confessar o assassinato. Uma câmera de segurança de um vizinho flagrou o momento em que um homem com as mesmas características que a do tio entrou em casa no momento em que Janaína estava lá dentro. Na delegacia, ao informarem à família sobre a gravação, o tio confessou ter assassinado a própria sobrinha. Ele permanece detido na Delegacia de Cerro Azul, aguardando a transferência para o Centro de Triagem (CT) da Penitenciária de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

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Informações da Rádio Banda B