Treze anos após 11 de setembro, combater terrorismo deixou de ser prioridade

No dia 11 de setembro de 2001, o mundo assistiu ao maior atentado terrorista da história dos EUA. Membros da rede Al Qaeda, liderados por Osama bin Laden, sequestraram três aeronaves; duas delas derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center e a terceira atingiu o Pentágono, matando milhares de pessoas.
Sob o impacto do atentado, que deixou quase 3.000 mortos, o governo norte-americano iniciou uma ofensiva no Afeganistão acarretando na queda do regime Taleban, acusado de ter ligações com a Al Qaeda e de ajudar a esconder Bin Laden.
Hoje, 13 anos após os ataques, o Taleban deixou de ser prioridade dos EUA, mas isso não significa que o grupo extremista tenha perdido completamente a força política e militar no país que governou durante cinco anos (1996-2001).
“O Taleban ainda tem a capacidade de controlar o Afeganistão, onde a situação ainda é muito instável”, explica o professor de relações internacionais da ESPM, Heni Ozi Cukier.
— Em grande parte, o grupo é dos precursores desse conceito de usar um território para uma organização terrorista global, no caso, a Al Qaeda. Toda a lógica de combate ao terrorismo vem fundamentada em cima do perigo de deixar um grupo terrorista conquistar um território nacional.
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