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Polêmico, turismo em torno do 11 de Setembro atrai multidões nos EUA

Da Redação ·
Dois enormes fachos do Tributo de Luz iluminam o céu de Nova York por trás da Ponte do Brooklyn -  (Foto: Mark Lennihan/AP)
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Dois enormes fachos do Tributo de Luz iluminam o céu de Nova York por trás da Ponte do Brooklyn - (Foto: Mark Lennihan/AP)

Treze anos após os atentados de 11 de Setembro – nos quais foram criados e um memorial, um museu e um centro de tributo dedicados às vítimas  a existência do turismo relacionado aos acontecimentos de 2001 permanece controversa.

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Os números mostram que o público se interessa pelos lugares ligados ao tema. Criado neste ano, o 9/1 Memorial Museum já recebeu 700 mil visitantes de 131 países – isso em menos de três meses. Já o 9/11 Memorial, inaugurado três anos atrás, recebeu cerca de 15 milhões de pessoas. É um milhão a mais, por ano, do que as que visitam a Estátua da Liberdade.

Mas alguns nova-iorquinos ainda estão tão traumatizados que evitam a área onde ficavam as Torres Gêmeas, e outros acreditam que explorar turisticamente a tragédia é inapropriado, por mais que a intenção seja respeitosa. De fato, o Memorial pode ser confundido com um parque urbano comum, cheio de visitantes tirando “selfies” ou se escorando nos parapeitos de bronze que trazem o nome dos mortos.

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"Existe uma tensão. É um parque agradável onde dá para fazer um piquenique, mas você pode estar sentado perto de um familiar prestando respeito a um ente querido”, diz Brenda Berkman, tenente aposentada do Corpo de Bombeiros que trabalhou nas Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2011. Ela agora é guia de turismo no 9/11 Tribute Center, que oferece passeios guiados por pessoas que têm alguma relação com a tragédia. Veja algumas opções para quem quiser visitar ou aprender mais sobre o evento.

9/11 TRIBUTE CENTER AND TOURS

Contrastando com as exibições gigantescas e formais do Memorial Museum, o 9/11 Tribute Center é um lugar pequeno e íntimo. As paredes estão cobertas por fotos de vítimas. Pássaros de origami – símbolo da paz – ficam pendurados em uma escadaria. É como olhar para o álbum de fotos e memórias de alguém.

O local também tem ótimos passeios guiados por guias que têm conexão com o atentado – sobreviventes, pessoas que perderam entes queridos ou trabalharam no resgate, por exemplo. Eles dividem suas memórias pessoais com o público. “Tentamos te transportar para esse dia com base no que testemunhamos”, diz a ex-bombeira Brenda Berkman.

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