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Juíza diz que não se arrepende ter soltado assassino de cartunista

Da Redação ·
 Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi preso em Goiás
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Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi preso em Goiás

SÃO PAULO, SP - A juíza que deu liberdade ao assassino do cartunista Glauco Vilas Boas e do filho dele Raoni Vilas Boas, em 2010, diz que não se arrepende ter concedido liberdade a Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 28, o Cadu. Ele foi preso na segunda-feira (1º) em Goiânia acusado de latrocínio (roubo seguido de morte).
Em entrevista à rádio Bandeirantes, a juíza Telma Aparecida Alves disse que laudos psiquiátricos atestam que o rapaz sofre esquizofrenia e, por esse motivo, não responde na esfera criminal pelos atos praticados. "Ele foi julgado e foi absolvido. Quando o juiz o absolveu, ele disse que ele é louco, que não sabe o que faz e ele vai aplicar medida de segurança, que é tratamento psiquiátrico", conta.
A juíza ressalta ainda que o Congresso criou a lei antimanicômio para que os manicômios fossem encerrados. "Não se trata de encarcerar uma pessoa doente, mas tratar uma pessoa doente", ressaltou.
Para a rádio Bandeirantes, a juíza revelou que não mudaria a decisão se tivesse de julgar o futuro do acusado novamente.
Em 2013, Cadu recebeu autorização da Justiça para deixar a clínica psiquiátrica onde estava internado e retornar para a casa de seus pais. Ele é esquizofrênico e, segundo a decisão da Justiça na época, tinha condições de passar por tratamento ambulatorial fora da clínica.
Segundo a magistrada, Cadu não deve ficar muito tempo preso. Segundo ela, o assassino confesso de Glauco e do filho dele não vai ser julgado pelo roubo seguido de morte. "Ele vai ficar detido para fazer exames, poderá até ficar internado, mas isso tudo é provisório pois ele voltará a fazer tratamento em liberdade", diz. 

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