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Governo federal diz que crise da água em SP pode se prolongar até 2016

Da Redação ·
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fonte: Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Governo federal diz que crise da água em SP pode se prolongar até 2016

BRASÍLIA, DF - Representantes do governo federal fizeram um alerta nesta quarta-feira (20) de que a crise da água em São Paulo pode se prolongar também por 2015 e 2016, a depender do regime das chuvas que abastecem os reservatórios.

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O diretor-presidente da ANA (Agência Nacional das Águas), Vicente Andreu, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmaram que há uma incerteza quanto à duração da crise.

"Considerando que hoje a crise no Paraíba do Sul e no Cantareira ganha contornos que a gente nunca tinha visto, no caso do sistema Cantareira chegou a 70% abaixo da mínima histórica, é óbvio que a recuperação nesses reservatórios pode levar tempo em função das chuvas, tem uma incerteza", afirmou Izabella.

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Segundo ela, mesmo que chova, deverá haver poupança de água nos próximos anos. "2015 e 2016 são anos em que se espera chuva, mas também se espera poupança de água, você vai ter que recuperar os reservatórios, que no caso do Cantareira já está no volume morto", disse a ministra.

Para o diretor-presidente da ANA, o prolongamento da crise "iria impor àquela região restrições talvez inéditas na história".


PLANO DE SEGURANÇA

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira o Plano Nacional de Segurança Hídrica, que vai fazer um diagnóstico das necessidades prioritárias do Brasil nessa área.

O diagnóstico deve ser concluído em dois anos, mas está prevista a divulgação de resultados parciais durante o processo, que permitam já uma atuação prática com obras (reservatórios e adutoras, por exemplo) e estratégias de gestão.

A ANA defendeu que haja mecanismos de redundância (uma espécie de plano B: caso um sistema falhe, há outro para impedir a falta de água).

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"Se tomássemos hoje medidas de redundância, como outras cidades em torno do mundo já tomaram, com certeza os problemas que estão vivenciados hoje em São Paulo estariam em patamar totalmente diferente e poderíamos oferecer mais segurança àquela população, não só para atravessar 2014, mas também para atravessar os anos seguintes, porque não sabemos também como será 2015 e 2016", afirmou Andreu.

O projeto do plano vem sendo concebido há dois anos, em parceria entre ANA, Ministério da Integração Nacional e o Banco Mundial, e o plano começará a ser desenvolvido efetivamente agora.