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Obama diz que EUA seguirão atacando radicais no Iraque após fim de cerco

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP - O presidente americano Barack Obama disse, nesta quinta (14), que os Estados Unidos não deverão enviar mais ajuda humanitária aos membros da etnia yazidi que estavam cercados por militantes do EI (Estado Islâmico), no Iraque. Os ataques ao grupo radical islâmico, no entanto, irão continuar.

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Segundo o governo americano, o cerco do EI aos yazidis nas montanhas Sinjar foi rompido nesta quarta (13), por bombardeios americanos e forças curdas em terra.

Os militares americanos enviaram mantimentos aos yazidis, enquanto eles estiveram presos nas montanhas.

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"Nós ajudamos pessoas vulneráveis a ficar em segurança e ajudamos a salvar muitas vidas inocentes", disse Obama.

A ONU declarou nesta quinta-feira (14) o maior nível de emergência no Iraque devido à crise humanitária causada pelo avanço dos radicais do EI (Estado Islâmico) no norte do país.

A organização estima que 1,2 milhão de iraquianos esteja deslocada.

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Autoridades da região autônoma do Curdistão, no Iraque, disseram que a situação na cidade de Dohuk, com 150 mil refugiados, é crítica.

A declaração pela ONU de uma "Emergência Nível 3" na prática significa "facilitar a mobilização de recursos adicionais em bens, fundos e ativos para garantir uma resposta mais eficaz às necessidades humanitárias das populações afetadas pelo deslocamento forçado", disse o representante especial da ONU, Nickolay Mladenov.

Os outros três países que têm o mesmo status de emergência são a Síria, o Sudão do Sul e a República Centro-Africana.