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6 pessoas morrem após explosão acidental em Gaza

Da Redação ·
Em um comunicado, a polícia de Gaza disse que lamenta a morte de três de seus homens, identificando-os como o chefe do esquadrão anti-bombas, seu vice e outro oficial
fonte: Foto: Arquivo
Em um comunicado, a polícia de Gaza disse que lamenta a morte de três de seus homens, identificando-os como o chefe do esquadrão anti-bombas, seu vice e outro oficial

SÃO PAULO, SP - Seis pessoas, incluindo um jornalista italiano e o chefe da polícia anti-bomba, morreram nesta quarta-feira (13) ao norte da faixa de Gaza quando um míssil israelense explodiu de forma inesperada.

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As mortes ocorrem durante o último dia de um cessar-fogo acordado entre Israel e o Hamas, movimento islamita radical que controla a faixa de Gaza, enquanto as duas partes negociam no Egito o fim do conflito.

O porta-voz do ministério do Interior, Iyad al-Buzam, afirmou que técnicos em explosivos morreram no momento em que desativavam um míssil em Beit Lahiya.
O jornalista Simone Camilli, que cobria a operação de desativação do míssil, também morreu. Ele trabalhava como repórter de vídeo da Associated Press desde 2005.

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Seu tradutor palestino Ali Shehda Abu Afash também foi uma das vítimas do acidente.

A ministra italiana do Exterior, Federica Mogherini, disse que a morte de Camilli é trágica. "É uma tragédia para a família e para nosso país", afirmou Mogherini, desejando condolências à família.

Outras quatro pessoas ficaram feridas, incluindo o fotógrafo da AP Hatem Moussa.

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Camilli é o primeiro jornalista estrangeiro morto no conflito iniciado no dia 8 de julho, que deixou mais de 1.900 palestinos e 67 israelenses mortos.

Em um comunicado, a polícia de Gaza disse que lamenta a morte de três de seus homens, identificando-os como o chefe do esquadrão anti-bombas, seu vice e outro oficial.

O cessar-fogo de três dias, em vigor desde segunda-feira (11), deu aos especialistas em bombas palestinos uma oportunidade para procurar munições não detonadas.

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Segundo a Ansa, a bomba foi lançada antes da trégua por um F16 israelense.

O irmão de um dos especialistas anti-bomba, Najy Abu Murad, disse à Ansa que ele era perito em neutralização de explosivos e que sempre agiu com muita cautela.

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A operação de neutralização do explosivo começou no início da manhã, após o projétil ser transferido do ponto onde caiu para um campo de futebol que ficava há uns 100 metros de distância.

NEGOCIAÇÃO

As negociações indiretas entre israelenses e palestinos no Cairo foram retomadas nesta quarta-feira.

"A situação é extremamente sensível e esperamos alcançar um acordo antes da meia-noite", declarou à AFP Azam al-Ahmed, líder da delegação palestina. "Estamos defendendo os interesses e o futuro do povo palestino", completou.

A delegação inclui representantes da Autoridade Palestina e altos comandantes dos grupos islamitas Hamas e Jihad Islâmica.

A delegação israelense, que na terça-feira (12) deixou o Egito para manter consultas com o governo, retornou ao Cairo.

As negociações indiretas acontecem na sede do serviço egípcio de inteligência. As delegações ficam em salas distintas e os funcionários egípcios passam de um lado ao outro com as propostas formuladas.