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Bombardeio mata ao menos dez em escola de Gaza, diz ONU

Da Redação ·
Mais de 700 palestinos -na maioria civis- já foram mortos. Do lado israelense, foram 32 militares e três civis, sendo um tailandês.
fonte: Foto: Arquivo
Mais de 700 palestinos -na maioria civis- já foram mortos. Do lado israelense, foram 32 militares e três civis, sendo um tailandês.

SÃO PAULO, SP - Pelo menos dez pessoas morreram em um ataque de forças israelenses a uma escola gerenciada pela ONU no norte da faixa de Gaza, nesta quinta-feira (24). A informação é do Ministério da Saúde de Gaza, que afirma também existirem mais de cem pessoas feridas.

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Conforme as autoridades palestinas, o prédio estava ocupado por mulheres e crianças que tinham deixado suas casas por causa dos bombardeios.

No último dia 8, Israel lançou uma operação militar chamada Margem Protetora com o intuito de desmantelar o movimento radical islâmico Hamas, que governa Gaza, a quem acusa de disparar foguetes contra seu território -seriam mais de 2.000, no mesmo período.

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Mais de 700 palestinos -na maioria civis- já foram mortos. Do lado israelense, foram 32 militares e três civis, sendo um tailandês.

O prédio da escola foi o quarto alvo da ONU (Organização das Nações Unidas) atingido desde o começo da operação.

Mais cedo, seis pessoas de uma mesma família e um menino de um ano e meio de idade morreram em um ataque contra o campo de refugiados de Jebaliya, ainda segundo fontes palestinas.

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Um dos principais focos de Israel são os túneis usados pelos palestinos para contrabandear todo tipo de produto, uma vez que estão sob forte embargo econômico -outra medida israelense que visa minar os extremistas.

CIVIS

Israel afirma tentar minimizar as mortes de civis enviando, minutos antes dos bombardeios, alertas a ocupantes de "alvos" -por meio de bilhetes jogados no ar e de telefonemas. "Os terroristas atiram foguetes a partir de escolas, mesquitas, hospitais e locais populosos", afirmou o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, nesta quinta-feira. "Nós estamos tentando e estamos fazendo o que podemos para minimizar as mortes de civis, mas não nós podemos dar aos nossos agressores imunidade ou impunidade."

O secretário de Estado americano, John Kerry, permanece na região do Cairo, no Egito, de onde falou por telefone tanto com israelenses quanto com palestinos, na tentativa de chegar a um cessar-fogo.