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Coreia do Norte ameaça declarar guerra se for punida

Da Redação ·
 Tensão entre Coreias aumentou com afundamento de navio em março
fonte: AFP
Tensão entre Coreias aumentou com afundamento de navio em março

A Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira que pode declarar guerra se o Conselho de Segurança da ONU condenar o país ou anunciar alguma represália contra Pyongyang pelo afundamento em março do navio de guerra sul-coreano Cheonan.

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Os comentários foram feitos pelo embaixador norte-coreano na ONU, Sin Son-ho, em uma rara entrevista coletiva na sede da organização.

“Nós não queremos que o Conselho de Segurança anuncie medidas que nos provoquem”, disse Sin.

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“Há uma situação incerta, na qual uma guerra pode começar a qualquer momento (...) na península coreana, devido às imprudentes manobras militares da Coreia do Sul”, afirmou, acrescentando que o povo norte-coreano e o Exército do país “vão estraçalhar” seus “agressores”.

A Coreia do Sul pediu ao Conselho de Segurança que respondesse ao que afirma ser um ataque com torpedo da Coreia do Norte, contra o Cheonan, e apresentou um relatório baseado em investigações internacionais sobre o afundamento como prova do ataque.

No entanto, de acordo com a correspondente da BBC na sede da ONU em Nova York Barbara Plett, o embaixador Sin Son-ho afirmou que, se a ONU divulgar alguma declaração condenando ou questionando seu país, as forças militares norte-coreanas vão reagir.

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O embaixador não especificou quem ou o quê foi o responsável pela explosão que afundou o navio Cheonan, mas indicou que acredita que o navio, cujo afundamento matou 46 marinheiros sul-coreanos, tenha naufragado depois de colidir com rochas.

Sin afirmou, no entanto, que a Coreia do Sul se beneficiou politicamente ao culpar os norte-coreanos e acrescentou que os Estados Unidos usaram o incidente para fortalecer sua influência na região.

Até o momento, o Conselho de Segurança apenas afirmou estar muito preocupado com o fato de o afundamento do navio poder colocar em risco a paz na península coreana e pediu aos dois lados que evitem provocações. No entanto, o conselho ainda não condenou nenhum país devido ao incidente.