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Alunas entram em transe coletivo em escola do Ceará

Da Redação ·
 Ceará-imagem ilustrativa
fonte: Google
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Desde o começo do mês, alunas de uma escola do distrito de Cachoeira, em Itatira, no Ceará, estão entrando em transe. Num único dia, 25 tiveram de receber atendimento médico no hospital da cidade vizinha de Canindé. As alunas, com idades de 12 a 19 anos, começam a se debater, chutam e viram os olhos. Elas dizem que estão vendo um jovem que estudou na escola e morreu há cerca de sete anos.

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- Elas chegaram com quadro de histeria, se debatendo, exibindo um certo grau de agressividade. Fisicamente não há nada visível, nem ao exame clínico - diz o médico Pedro Thiago da Frota, que atendeu as alunas.

O primeiro caso foi registrado no começo deste mês. No último dia 4, a pedido de professores e diretores, um padre e parapsicólogo foi à escola para rezar uma missa e falar aos estudantes. O padre dizia, na quarta-feira, que tudo não passava do poder da mente. No meio da palestra, uma jovem começou a passar mal e outras também passaram. A direção da escola decidiu suspender as aulas.

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Alunas relatam o que viram e sentiram.

- Ele é moreno, alto. Quando está em outras meninas fica olhando para a gente e dizendo 'Vou te pegar'. Elas falam grosso, diferente - diz Jéssica da Silva.

- Ele veste uniforme. É moreno, alto, e a calça dele é azul. Ele fala com a gente - diz Beatriz Nascimento, que chegou a ferir com as unhas um rapaz que tentou socorrê-la.

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Algumas relatam uma forte dor de cabeça e depois não se lembram de nada.

- Lá a comunidade é muito simples. Lá existe uma história que este rapaz morreu e, segundo alguns religiosos, dizem que ele anda rondando pela escola. Então, existe todo um histórico, um substrato desta comunidade, que vai atribuir o fenômeno a este rapaz - diz o padre Freitas.

- Quando uma surta isso contagia as demais - diz o padre Freitas.

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O motorista Elinando Nascimento diz que ele e mais dois homens tentaram segurar uma jovem, mas não conseguiram.

- É uma força fora do normal - diz ele.

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Para o psiquiatra Adalberto Barreto, a histeria pode ser fruto de uma tensão, um sofrimento não verbalizado.

- Aquilo que é crença, ela incorpora e se inclui na história. Foi nada mais nada menos do que um fenômeno emocional - diz o psiquiatra, acrescentando tratar-se de um fenômeno do inconsciente coletivo.

Sérgio Pontes, diretor da Federação Espírita do Ceará, afirma que o fenômeno precisa ser estudado.

- Essa força anormal é característica de reações à presença de espíritos, que querem buscar ajuda - afirma.