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Em Fortaleza, motoristas ameaçam greve durante a Copa

Da Redação ·
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fonte: Foto: Arquivo
Em Fortaleza, motoristas ameaçam greve durante a Copa

FORTALEZA, CE - Os motoristas rodoviários de Fortaleza podem decretar greve por 72 horas nesta quarta-feira (11), quando ocorrerá duas assembleias da categoria para discutir os rumos do movimento.

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Caso seja confirmada a paralisação, ela acontecerá durante o primeiro jogo da Copa do Mundo na capital cearense, entre Uruguai x Costa Rica, neste sábado (14). Três dias depois, na terça, a seleção brasileira joga contra o México no Castelão. Há duas semanas os motoristas fazem pequenas paralisações nos terminais de ônibus da cidade. Na última semana, todos os sete terminais de Fortaleza foram fechados durante 24 horas. O movimento reivindica aumento salarial de 15% (as empresas ofereceram 7%) e mais segurança no transporte coletivo. "Só aceitamos os 15%. Na última reunião eles abandonaram a mesa de negociação e disseram que poderíamos decretar a greve. Vamos colocar isso em votação na assembleia e ver o que a categoria decide", diz Domingos Neto, presidente do Sintro-CE (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Ceará).

O sindicato patronal afirma que avalia a proposta e que pretende definir o aumento sem a necessidade da greve. Os trabalhadores também fizeram os protestos depois que um motorista foi assassinado durante tentativa de assalto a um ônibus. Por isso, no último dia 29, eles fecharam os sete terminais da cidade.

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OUTRAS PARALISAÇÕES

Além dos motoristas, outras duas categorias também ameaçam suspender suas atividades no período da Copa do Mundo. Os agentes de trânsito de Fortaleza estão em campanha por aumento salarial e organizam uma assembleia na quinta-feira (12). Já os servidores municipais do hospital Instituto José Frota --um dos principais da cidade-- desistiram de uma paralisação após uma liminar julgar a greve abusiva. "A Justiça impediu a greve, mas a categoria ainda está vendo outras formas de protestar e reivindicar melhorias salariais", diz Nacélia Silva, presidente do Sindfort (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Fortaleza). Em greve por quase dois meses, os garis voltaram a suas atividades no início deste mês.