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Choques étnicos matam 45 e ferem 600 no Quirguistão

Da Redação ·
 Soldados patrulham a cidade de Osh, após confrontos étnicos deixaram mais de 45 mortos
fonte: Alexei Osokin/Reuters
Soldados patrulham a cidade de Osh, após confrontos étnicos deixaram mais de 45 mortos

Grupos de homens armados puseram fogo em regiões habitadas por uzbeques, em confrontos étnicos no Quirguistão que deixaram ao menos 45 mortos e 637 feridos nesse país do centro da Ásia que hospeda bases militares americanas e russas.

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Os choques desta sexta-feira em Osh, segunda maior cidade do país, foram os mais violentos desde que o ex-presidente Kurmanbek Bakiyev foi deposto em um levante violento em abril e deixou o país.
Muitos dos feridos levaram facadas ou tiros, disse a porta-voz do Ministério da Saúde, Yelena Bailinova. Ela disse que muitos estão em estado grave.

Um médico em um hospital em Osh disse que o número de mortos pode aumentar muito porque muitos uzbeques estavam com medo de buscar ajuda médica.

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"Todos os leitos nesse hospital estão cheios, mas 90% das pessoas sendo tratadas são quirguizes, porque os uzbeques estão com medo dos parentes das vítimas quirguizes, que estão extremamente agressivos", disse o médico.

Os distúrbios começaram no centro de Osh após uma briga em massa entre jovens do Quirguistão e do Uzbequistão, que desencadeou atos de vandalismo, com o saque de comércios e queima de carros, segundo a agência oficial de notícias "Akipress".