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Criticado por Romário, Ronaldo afirma que não votaria no ex-parceiro

Da Redação ·
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fonte: Foto: arquivo
Criticado por Romário, Ronaldo afirma que não votaria no ex-parceiro

SÃO PAULO, SP - Frequentemente criticado pelo ex-parceiro de ataque da seleção brasileira, Ronaldo, integrante do Comitê Organizador Local da Copa (COL), descartou apoio a Romário (PSB/RJ), que atualmente é deputado federal.

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"Voto em São Paulo, mas não votaria nele", disse em sabatina promovida pela Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (29), na capital paulista.

O ex-atacante do Corinthians atribuiu à amizade o apoio declarado à candidatura de Aécio Neves (PSDB/MG) para presidente da República neste ano.

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Questionado, ele preferiu não apontar qualidades do ex-governador mineiro. "Porque é meu amigo, o conheço desde 2000, participei da campanha dele em Minas", disse.

Ele negou que vá fazer campanha, mas gostaria que os eleitores o ouvissem. "Tomara que eu influencie muita gente com minha opinião", afirmou.

"O Andres [Sanchez, ex-presidente do Corinthians] parece que vai sair candidato para deputado federal, e vou apoiá-lo, é meu amigo. E vai ser pelo PT", comparou Ronaldo.

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"Não tenho ambição política. Não tenho acordo com ninguém. Quero ver meu país bem, não quero ver o povo sofrendo", acrescentou.

Na semana passada, ele fez críticas às obras de infraestrutura do país para sediar a Copa do Mundo, que começa daqui a duas semanas.

O ex-jogador contou que é ligado aos dois últimos presidentes. "Adorava ficar com o Lula. Acho um cara incrível. Sou muito amigo também do Fernando Henrique", revelou.

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"Não tenho relação com a Dilma. Talvez porque a Dilma não bebe uma cachaça também, como bebi com Lula. Com ele, almocei muitas vezes. Perdi muito contato, faz muito tempo que gente não se encontra. Falo mais com o Fernando Henrique", relatou Ronaldo, que disse beber "vinho e água" com FHC.


PROTESTOS

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Ao defender os protestos pacíficos da população e condenar a participação de "mascarados", Ronaldo disse que a polícia deveria agir com violência contra os manifestantes que ele chamou de "vândalos".

"Tem que baixar o cacete neles, tirar da rua, prendê-los", declarou.

"A população tem que protestar sem violência", afirmou o ex-jogador. "Ela se cansou de ouvir que o Brasil é o país do futuro, quer ver isso, tocar esse futuro, sentir isso".

"Acordou todo mundo junto, sem saber o que fazer, por onde ir, são muitas informações soltas por aí, acaba uma confusão", acrescentou.

Ronaldo considerou inviável participar de manifestações nas ruas. "Protesto do meu jeito, faço meu barulho também", disse.

Ele receitou mobilizações para as próximas eleições. "Temos que fazer a maior manifestação de todos os tempos, em 5 de outubro, nas eleições".

Ronaldo também falou que a população esperava um grande legado da Copa.