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China aumenta a segurança em operação contra terrorismo

Da Redação ·
A segurança foi intensificada em todo o país depois de dois atentados recentes em estações de trem
fonte: Foto: Arquivo
A segurança foi intensificada em todo o país depois de dois atentados recentes em estações de trem

PEQUIM, CHINA - A polícia chinesa começou a posicionar 150 veículos blindados em pontos estratégicos de Pequim, dentro de uma nova operação de combate ao terrorismo que inclui também maior controle da venda de gasolina.

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A segurança foi intensificada em todo o país depois de dois atentados recentes em estações de trem. No mais grave, em março, 29 pessoas morreram esfaqueadas na estação de Kunming.

O governo culpou separatistas de origem uigur, uma etnia muçulmana que se concentra na província de Xinjiang, noroeste da China.

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A polícia apertou o cerco. Nas últimas semanas, 232 pessoas foram presas em Xinjiang, acusadas de disseminar vídeos com mensagens terroristas, informou hoje o jornal estatal "Global Times".

O governo local bloqueou todas as redes sociais, incluindo o que atualmente é o campeão de popularidade na China, o sistema de mensagens de celular WeChat.

Dando o tom da resposta do regime, o líder chinês, Xi Jinping, falou duro ao visitar uma base militar na província, dizendo que Xinjiang é a "linha de frente na luta contra o terror".

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Da retórica à ação: os blindados posicionados em Pequim ficarão nos principais cruzamentos da capital chinesa, cidade de 20 milhões de habitantes.
Cada veículo terá nove homens e cobrirá uma área de três quilômetros. O plano prevê a chegada da segurança até três minutos após um "incidente" ocorrer em qualquer ponto da cidade.


GASOLINA

A operação também afeta o comércio de combustível: quem comprar gasolina a granel na capital terá que fazer um registro e justificar o uso, segundo a agência de notícias oficial, Xinhua.

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As autoridades explicaram que o objetivo é impedir o uso do combustível em ações terroristas.

O reforço da segurança ocorre num momento particularmente sensível politicamente, com a proximidade do aniversário de 25 anos dos protestos estudantis da praça da Paz Celestial, dia 4 de junho.

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Na época, os protestos foram esmagados pelo Exército, com centenas ou milhares de mortos (o número nunca foi revelado). Desde então, o 4 de junho de 1989 é assunto proibido na China.

Cinco ativistas de direitos humanos foram presos na semana passada após se reunirem para discutir os protestos de 1989.

No microblog Weibo (versão local do Twitter), submetido a censura oficial, a maioria das mensagens era de apoio às medidas. Algumas, porém, questionaram a real intenção do governo.

"Para que precisamos de patrulha aramada? Para intimidar os terroristas ou o povo?", comentou o usuário xiaochunjieGG.