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Exército de Israel aborda o navio irlandês 'Rachel Corrie'

Da Redação ·
 Imagem do dia 12 de maio mostra o Rachel Corrie sendo carregado. O navio leva o nome de uma ativista morta após ser atingida por uma escavadeira durante uma manifestação
fonte: AP
Imagem do dia 12 de maio mostra o Rachel Corrie sendo carregado. O navio leva o nome de uma ativista morta após ser atingida por uma escavadeira durante uma manifestação

 O Exército de Israel abordou no meio da manhã deste sábado, 5, o navio irlandês "Rachel Corrie" sem o registro de vítimas, disse à Agência Efe uma porta-voz militar israelense.

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A abordagem ocorreu depois que a tripulação da embarcação irlandesa ignorasse quatro chamados do Exército israelense para que desviasse a rota para um porto de Israel ao invés de seguir para Gaza. Segundo a fonte, após a abordagem do Exército israelense, o navio será conduzido para o porto de Ashdod, ao norte da faixa palestina.

Israel tinha reiterado nos últimos dias que impediria com o uso força a chegada do cargueiro "Rachel Corrie" a Gaza em caso da embarcação não desistir da intenção de romper o bloqueio israelense e chegar à faixa palestina.

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Nesta sexta-feira, 4, a tripulação do navio já havia rejeitado a oferta feita por Israel através da Irlanda que atracasse em Ashdod e desembarcasse nesse porto israelense situado ao norte de Gaza a ajuda humanitária. A proposta incluía ainda que representantes do navio acompanhassem depois a transferência da ajuda de Ashdod até Gaza.

Segundo "Free Gaza, um dos grupos que organiza a expedição, o "Rachel Corrie" transporta 1,2 mil toneladas de ajuda humanitária. Com 20 pessoas a bordo, entre os passageiros está a prêmio Nobel da Paz norte-irlandesa Mairead Maguire e um antigo subsecretário-geral das Nações Unidas, o irlandês Denis Halliday.

Ataque

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O Exército israelense atacou na segunda-feira outros seis navios do comboio de ajuda humanitária, da qual faz parte o navio irlandês. Na abordagem, o Exército israelense matou nove ativistas turcos - um deles com dupla nacionalidade turco-americana - que viajavam em uma das embarcações. No ataque, em águas internacionais, dezenas de ativistas ficaram feridos.

O "Rachel Corrie" ficou para trás do comboio devido a problemas técnicos. O nome do navio irlandês é carregado de simbolismo. Rachel Corrie era uma ativista americana que em 2003 foi esmagada em Gaza por uma escavadeira militar israelense quando exercia papel de "escudo humano" impedindo a demolição de casas palestinas.