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A partir de abril, PMs farão "bicos" remunerados pagos pelo Estado

Da Redação ·
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A partir de abril, PMs farão "bicos" remunerados pagos pelo Estado

Por Gabriela Terenzi

SÃO PAULO, SP, 27 de março (Folhapress) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou hoje que as jornadas extraordinárias --os chamados "bicos"-- de policiais militares serão pagas, a partir de abril, também pelo Estado.

O Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar) funcionará como a atividade delegada, mecanismo atualmente pago pelas prefeituras. A lei que instituiu o pagamento foi sancionada no final de 2013.

"Nós fizemos a atividade delegada com 39 cidades e isso está crescendo rapidamente. Ao invés de o policial fazer bico, ele trabalha na atividade delegada, armado, fardado, sob o comando da Polícia Militar", explicou o governador.

"Isso vai ter um custo financeiro para o Estado, mas é uma medida importante para ter mais policial na rua."

Segundo o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, a diária será paga, inicialmente, a mil policiais por dia. Para Grella, a medida tem como vantagens a velocidade de implantação, comparada ao tempo que se leva para formar novos policiais, e o aumento de segurança para os oficiais.

"Essa é uma forma que nós encontramos pra aumentar o número de policiais, até porque nós temos uma capacidade limite. Mesmo se nós quiséssemos formar 5.000 por ano, não temos condições. O bico é uma realidade em todo o país, então por que não permitir que ele o faça com todas as garantias? Temos um grande número de policiais que estão morrendo em bicos não-oficias, sem estarem fardados, expostos", disse o secretário.

Questionado sobre a possibilidade de os municípios deixarem de pagar a atividade delegada com a possibilidade de receberem recursos estaduais, Grella afastou esse risco e disse que segurança pública tem que ser "obra coletiva".

"Os nossos recursos orçamentários assim como o de prefeituras são sempre limitados. Nós entendemos que algumas prefeituras têm dificuldades e nós também temos limites. O que nós queremos é que se entenda a segurança pública como uma obra coletiva", afirmou.

"Aqueles municípios que puderem e tiverem condições, estarão beneficiando a sociedade. Nos pontos em que a atividade delegada pelas prefeituras não for possível, nós vamos fazer um esforço pra atender diretamente com recursos do Estado."

Segundo o secretário, estudos técnicos com a Polícia Militar estão sendo feitos para determinar que locais serão beneficiados com o aporte de recursos estaduais. "Pode ser capital, alguma parte da grande SP. Nós vamos dar prioridade às áreas mais críticas", disse.
 

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