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Explosão de carro-bomba mata duas pessoas na Rússia

Da Redação ·
 Moradores de Moscou depositam flores e velas durante homenagem a vítimas de ataque no metrô; onda de atentados já fez 53 vítimas em quatro dias.
fonte: Denis Sinyakov/Reuters
Moradores de Moscou depositam flores e velas durante homenagem a vítimas de ataque no metrô; onda de atentados já fez 53 vítimas em quatro dias.

Duas pessoas morreram nesta quinta-feira (1º) após a explosão de um carro-bomba na república do Daguestão, na Rússia. Este é o segundo dia consecutivo de ataques na região, que se localiza no Cáucaso do Norte e faz divisa com a Tchetchênia, área de atuação de extremistas separatistas islâmicos.

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Segundo informações da agência Interfax, o veículo carregado explosivos feriu ainda uma terceira pessoa, que está internada em estado grave.

Ainda não está claro se o carro-bomba explodiu por meio de algum dispositivo de tempo ou se foi acionado à distância, por um detonador ligado a um telefone ou a um rádio.

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Na quarta-feira (31), 12 pessoas morreram na cidade de Kizlyar em um atentado similar ao de hoje. Na última segunda-feira (29), duas mulheres suicidas detonaram bombas no metrô de Moscou, matando 39 pessoas. Até o momento, 53 pessoas morreram nestes três incidentes na Rússia.

Também nesta quarta-feira, o chefe do movimento islâmico separatista Emirado do Cáucaso, Doku Umarov, reivindicou o duplo atentado suicida em Moscou.

Em vídeo publicado na internet, Umarov – identificado por seu nome arabizado, Dokka Abu Usman – disse que a morte de civis é uma reposta a supostos assassinatos de inocentes no Cáucaso do Norte, que ele atribui ao Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB).

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O líder tchetcheno disse que ordenou pessoalmente o duplo atentado em represália a supostos assassinatos na aldeia de Arshty, na fronteira entre Tchetchênia e Inguchétia, no dia 11 de fevereiro. Sem mencionar os ataques seguintes no Daguestão, Umarov afirmou que os ataques vão continuar.

O governo russo já havia apontado como principais suspeitos dos atentados os extremistas islâmicos da conturbada região do Cáucaso do Norte, onde a Rússia combate movimentos separatistas há quase duas décadas.