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Empresas falam sobre pedidos de dados da NSA

Da Redação ·
Empresas falam sobre pedidos de dados da NSA (Arquivo)
Empresas falam sobre pedidos de dados da NSA (Arquivo)

As principais empresas de tecnologia divulgaram novas informações sobre a frequência que receberam ordens para entregar dados de seus clientes para o governo norte-americano para investigações de segurança nacional, o que resultou na coleta de dados de milhares de cidadãos dos Estados Unidos.

A medida foi tomada pelas empresas depois de elas terem sido liberadas para divulgar os dados por um acordo legal recente, fechado com advogados do governo.
 

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Google, Microsoft, Yahoo!, Facebook, LinkedIn e Tumblr informaram que forneceram informações detalhadas e algumas delas fizeram críticas sobre a forma como o governo tem tratado os dados de internet de seus clientes em investigações de contraterrorismo e outros casos envolvendo inteligência.

Os dados, que abrangem o período de 2012 a 2013, mostraram que empresas como Google e Microsoft foram obrigadas pelo governo a fornecer informações sobre as contas de até 10 mil clientes num período de seis meses. O Yahoo! obedeceu os pedidos do governo para mais de 40 mil contas no mesmo período.

Anteriormente, as empresas haviam fornecido informações limitadas sobre os pedidos de dados feitos pelo governo, mas um acordo fechado na semana passada com o governo Obama permitiu que elas fornecessem dados mais amplos, embora de alguma forma ainda restritos, a respeito do que o governo sabe sobre seus cidadãos.

Com o objetivo de tranquilizar clientes e parceiros comerciais, alarmados pelas revelações sobre a grande coleta de dados de internet pelo governo, as empresas destacaram que apenas um pequeno número de seus clientes foram alvo das autoridades.

Ainda assim, mesmo esses números pequenos mostraram que milhares de norte-americanos foram afetados por pedidos do governo aprovados por juízes do secreto Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira.

Os dados divulgados pelas empresas de internet compreendem uma série de gráficos, garantias e protestos, buscando aliviar os temores dos clientes sobre a espionagem do governo.

As empresas divulgaram as informações apenas uma semana depois de chegarem a um acordo com o Departamento de Justiça, mas advogados e executivos dessas companhias falavam abertamente sobre seu desconforto com a contínua insistência do governo para que fornecessem apenas dados gerais em vez do real número de pedidos do governo.

O Google e as demais empresas negaram que tenham concedido acesso irrestrito às informações de seus usuários. As empresas temem que as pessoas reduzam suas atividades online se acreditarem que quase tudo o que fazem é monitorado pelo governo. Uma queda no fluxo de navegação na internet pode prejudicar financeiramente essas empresas, pois daria a elas menos oportunidades de mostrar anúncios online e vender outros serviços. Fonte: Associated Press.