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Vítima viajava para passar o Natal com o filho

Da Redação ·
 No total 16 pessoas morreram, na altura do km 300 da rodovia Régis Bittencourt.
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No total 16 pessoas morreram, na altura do km 300 da rodovia Régis Bittencourt.

O vendedor Danilo dos Anjos, 35, recebeu por volta das 16h30 de ontem o telefonema de uma tia informando que a mãe dele, Justa Lindamir dos Anjos, 54, morreu no acidente com o ônibus da viação Penha. No total 16 pessoas morreram, na altura do km 300 da rodovia Régis Bittencourt.

Morador de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, Danilo estava há um ano sem ver a mãe, que vivia em Curitiba. Ela iria ao Rio de Janeiro para passar o Natal com o filho e com outros parentes.

Na rodoviária, familiares dos passageiros estavam revoltados com a falta de informações. O mecânico de motos Cleiton José da Silva era um deles. "É um desrespeito. A empresa não consegue me dizer o que houve com ela". Mais tarde, a mãe de Cleiton, Iva Pereira da Silva, 64, teve a morte confirmada.

Três mulheres sobreviventes, ente elas Rosileine Paulino, 36, ferida na região lombar, chegaram às 14h ao Rio. "Foi muito de repente. O ônibus saiu da pista. Nasci de novo".

A psicóloga Elizabete Souza Lima diz que não sentiu o ônibus frear antes de perder o controle e cair em uma ribanceira na altura do km 301, em São Lourenço da Serra (Grande São Paulo).

"Eu dormia, e acordei com o ônibus já caindo na ribanceira; não senti nenhuma freada. Tenho sorte de estar aqui, inteira", disse Lima no 1º DP de Itapecerica da Serra (Região Metropolitana de São Paulo), onde o caso foi registrado na tarde de ontem.

Um balanço da polícia indica que apenas seis das 54 pessoas dentro do ônibus saíram ilesas -entre elas, o motorista e um bebê de um ano de idade.

Segundo o delegado Renato Gonçalves Coletes, "tudo indica" que o motorista dormiu ao volante. O condutor, Oseas dos Santos Gomes, 56, afirmou em depoimento que, quando percebeu, o ônibus já estava caindo, o que reforça a hipótese da polícia. Ele será indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) e por lesão corporal.

A administradora Kelly Cristina Guimarães, 33, mora em Curitiba, mas também compareceu à delegacia. Sua mãe, Regina Célia Guimarães, 58, morreu no acidente.

"Ela ia pela primeira vez ao Rio, para passar as festas de fim de ano com a família", conta a filha, que tem uma irmã caçula. O ônibus havia saído da capital paranaense às 20h15 do sábado (21), com destino ao Rio de Janeiro.
 

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