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Justiça nega novamente pedido de liberdade para brasileira

Da Redação ·
Foto divulgada pelo Greenpeace mostra a ativista brasileira Ana Paula Maciel durante audiência em tribunal de Murmansk em 17 de outubro (GREENPEACE/AFP, DMITRI SHAROMOV)
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Foto divulgada pelo Greenpeace mostra a ativista brasileira Ana Paula Maciel durante audiência em tribunal de Murmansk em 17 de outubro (GREENPEACE/AFP, DMITRI SHAROMOV)

LONDRES, REINO UNIDO, 24 de outubro (Folhapress) - O tribunal de Justiça de Murmansk (Rússia) rejeitou hoje pedido de liberdade provisória para a brasileira Ana Paula Maciel, 31, ativista do Greenpeace.
 

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A decisão era esperada pelos advogados depois que as autoridades russas negaram o mesmo pedido para os demais ativistas detidos -são 30 no total. Agora, a expectativa é aguardar o fim do prazo da prisão preventiva, no dia 24 de novembro, para saber o futuro deles. Poderão ser soltos ou terem a prisão prorrogada por causa das investigações em curso.

Os 30 foram presos em 19 de setembro no navio Arctic Sunrise, no Ártico, quando protestavam contra a estatal russa de gás e petróleo Gazprom.

A Justiça russa anunciou ontem que trocou de pirataria para vandalismo a acusação contra os ativistas. A decisão é um alento aos detidos, porque o primeiro crime pode dar até 15 anos de prisão, enquanto o segundo chega a sete.

A acusação de pirataria vinha sendo contestada pelo grupo, sob a alegação de que em nenhum momento houve tentativa de se apropriar de bem alheio. Trocar o foco da acusação poderá diminuir a pena em caso de condenação, mas não significa, porém, que eles serão soltos antes de 24 de novembro.

Por isso, o comando do Greenpeace disse ontem que mesmo a qualificação da conduta como "vandalismo" ainda é "extremamente desproporcional".