Geral

Tenente suspeito de envolvimento com PCC é preso

Da Redação ·
Corregedoria diz que ele é suspeito de envolvimento com quadrilha. (Reprodução/Portal G1)
fonte:
Corregedoria diz que ele é suspeito de envolvimento com quadrilha. (Reprodução/Portal G1)

São Paulo – A Corregedoria da Polícia Militar paulista prendeu hoje (15), administrativamente, o primeiro-tenente Guilherme William Pacheco da Silva, 36 anos, por suspeita de associação com o crime organizado.
 

continua após publicidade
confira também



Segundo a corregedoria, a detenção ocorre em razão de escutas telefônicas feitas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apontam envolvimento do policial com a facção criminosa autodenominada Primeiro Comando da Capital (PCC). O oficial está recolhido nas instalações da corregedoria.

A prisão ocorre um dia depois de o governo paulista anunciar a criação de uma força-tarefa da Segurança Pública para obter informações que auxiliem as investigações sobre a organização. Uma das medidas foi a criação de uma comissão especial da corregedoria para investigar os casos de policiais ligados ao grupo criminoso.

No final da manhã de ontem (14), após participar de reunião com o governador Geraldo Alckmin, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, disse que tomaria providências, a partir da investigação do MP-SP, em relação aos policiais. O secretário informou não ter conhecimento sobre o número de policiais envolvidos com o crime, mas que, em 2013, foram mais de 100 homens afastados por práticas ilegais, somando policiais civis e militares.

Na última sexta-feira (11), o MP-SP informou que 175 pessoas foram denunciadas por envolvimento com o PCC. Aos acusados, foram atribuídos os crimes de formação de quadrilha armada para o tráfico de entorpecentes, contra o patrimônio e contra a vida de agentes públicos, além da aquisição, posse e manutenção de armas de fogo. A promotoria pediu a prisão preventiva de todos os denunciados, mas a Justiça paulista indeferiu a solicitação e o Ministério Público recorreu da decisão.


Edição: Beto Coura