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Falta de maioria absoluta cria incerteza em eleições britânicas

Da Redação ·
 David Cameron, líder da oposição conservadora, deixa local de votação ao lado da mulher, Samantha, em Spelsbury, Oxfordshire
fonte: AFP
David Cameron, líder da oposição conservadora, deixa local de votação ao lado da mulher, Samantha, em Spelsbury, Oxfordshire

O Partido Conservador foi o mais votado, mas não conseguiu obter maioria absoluta nas eleições legislativas de quinta-feira (6) na Grã-Bretanha, e não pode pretender formar automaticamente um governo, de acordo com os resultados oficiais de 615 das 650 circunscrições. O cenário cria incertezas sobre quem liderará um país com grandes problemas econômicos pela frente e deve levar ao primeiro 'hung parliament' (parlamento truncado) no Reino Unido desde 1974.

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, o que significa que mesmo que eles conquistem todas as vagas ainCom apenas 35 cadeiras indefinidas, os conservadores de David Cameron já garantiram 290da em aberto não conseguiriam a maioria absoluta (326) na Câmara dos Comuns, que tem 650 representantes.

Os trabalhistas do primeiro-ministro Gordon Brown já garantiram 247 cadeiras, enquanto os liberal-democratas têm 51. Outros partidos e candidatos independentes somam 21 representantes.

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O líder liberal democrata, Nick Clegg, disse nesta sexta-feira (7) acreditar que o Partido Conservador, de oposição, deve tentar formar o próximo governo britânico após a eleição inconclusiva. "Parece, nesta manhã, que é o Partido Conservador que tem mais votos e conquistou mais assentos, embora não tenha conseguido a maioria absoluta. E é por isso que eu acho deve caber agora ao Partido Conservador provar que é capaz de buscar governar no interesse nacional", disse Clegg a jornalistas em Londres.

O líder conservador, David Cameron, disse que o governista Partido Trabalhista "perdeu o mandato para governar". No entanto, o primeiro-ministro Gordon Brown tem o direito, pela Constituição, de tentar formar um governo primeiro, potencialmente abrindo um período de incerteza política. "É meu dever como primeiro-ministro tomar todas as medidas para garantir que a Grã-Bretanha tenha um governo forte, estável e de princípios", disse Brown em comunicado.

Peter Mandelson, ministro trabalhista do primeiro escalão, disse não esperar que Brown renuncie nesta sexta-feira. Ele acrescentou que não está descartando nada. "Acho que não ajudaria se ele (Brown) renunciasse de repente", disse Mandelson.

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No poder desde 1997, os trabalhistas devem, no entanto, encontrar dificuldades para formar um governo de coalizão com os liberais democratas, pois a soma dos assentos que ambas as legendas devem conseguir no Parlamento ainda deve ficar aquém da maioria absoluta.

Os conservadores podem buscar acordos com partidos menores de Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales para aumentar seu apoio.

Os resultados definitivos serão divulgados à tarde, mas em uma das circunscrições, Thirsk and Malton, noroeste da Inglaterra, a eleição foi adiada para 27 de maio após a morte de um candidato.