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Operação prende quadrilha que assaltava em rodovias

Da Redação ·
Crédito da imagem - Polícia Civil
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Crédito da imagem - Polícia Civil

Na manhã desta sexta-feira (13), após quatro meses de investigações, a Polícia Civil de Umuarama prendeu uma quadrilha acusada de praticar roubos contra compristas que voltavam do Paraguai. Os acusados passaram a ser denominados de “Piratas do Asfalto” e eram considerados violentos e perigosos.

A operação desenvolveu-se com a participação de 35 policiais civis de Umuarama, Goioerê, Cidade Gaúcha, Altônia, Alto Piquiri, Cianorte e do COPE de Curitiba, no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e mais seis de prisão.

O bando, chefiado era por Cleberson Bertolin de Oliveira, 27 anos e atuava sempre na PR 323 em Umuarama, na PR 486 em Alto Piquiri e na BR 272 em Goioerê. Também faziam parte da quadrilha Ailton Neto de Oliveira, 25, Valdecir Garcia Dantas, 38, Alan Monteiro, 20, e Pollyana Gonçalves Dias Monteiro, 24. Um dos membros da quadrilha, que não teve o nome divulgado, ainda não foi localizado pela polícia.

Foram dezenas de vítimas, sempre contrabandistas e outros viajantes que eram abordados e tinham suas compras e veículos roubados. As mercadorias eram vendidas a receptadores e os veículos eram usados para prática de outros assaltos. Passando-se por policiais federais, civis e militares, usando giroflex ou outros sinais luminosos, eles obrigavam as vítimas a parar. Quando a ordem não era obedecida, os ladrões usavam de grande violência, chegando mesmo a disparar tiros contra os veículos. Em um caso registrado em março, na região de Alto Piquiri, a vítima foi baleada e precisou ser socorrida e internada em um hospital de Umuarama.

Também há sérios indícios da participação da quadrilha em uma tentativa de latrocínio ocorrido no dia 05 de julho em Cascavel, quando um contrabandista que tentava correr da quadrilha, acabou se envolvendo num grave acidente de carro, na Rodovia PR 182, em Santa Tereza do Oeste. A quadrilha tinha domicílio em Umuarama, mas com o tempo e para despistar possíveis investigações, eles migraram para Cianorte, onde montaram seu Quartel General.

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Durante as investigações, os policiais civis de Umuarama recuperaram um VW Jetta roubado em Curitiba, um Vectra roubado em Alto Piquiri com uma grande carga de óculos contrabandeados, um Citroem C4 roubado em São Paulo, um Astra roubado em Planaltina do Paraná, uma caminhoneta S10, duas motocicletas BMW 1100 cilindradas, um Kia Soul, além de um revólver calibre 357 e munição 9mm.

Em que pese as diligências terem sido feitas pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Umuarama, também colaboraram com as investigações a Polícia Civil e o serviço reservado (P/2) de Goioerê, a ROTAM e o serviço reservado (P/2) de Umuarama. O nome “Davy Jones” faz referência a uma figura do século XVII, que segundo a lenda popular da região do equador, nos trópicos era o medo dos piratas. Jones atormentava os navios atraindo-os para as tempestades, desorientava os capitães e conduzia os marinheiros até a morte. Acreditava-se que Davy Jones poderia prolongar a vida de um morto através de um pacto, por isso, ele era temido entre os piratas que tinham verdadeiro terror, pois acreditavam que Jones era o próprio diabo.