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EUA afirmam ter provas sobre uso de gás químico em ataque

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 1 de setembro (Folhapress) - O secretário de Estado americano, John Kerry, assegurou hoje que as provas recolhidas após o ataque de 21 de agosto nas proximidades de Damasco e analisadas pelos Estados Unidos deram resultado positivo para o uso do gás sarin. "Amostras de cabelo e de sangue deram positivo para traços de gás sarin", disse à NBC News, explicando que as amostras foram fornecidas pelos primeiros socorristas que chegaram ao local do ataque. Kerry ainda expressou confiança de que o Congresso "vai fazer o que é certo" sobre o pedido do presidente Barack Obama a ataques militares limitados dos EUA contra a Síria. Obama afirmou ontem ter decidido que o país deve adotar uma ação militar contra alvos do governo sírio, mas ressaltou que irá buscar a aprovação do Congresso norte-americano antes de fazê-lo. O presidente dos EUA, em um discurso feito na Casa Branca, falou que havia autorizado o uso de força militar para punir a Síria por conta do um ataque com armas químicas em 21 de agosto. Navios da Marinha estão na região aguardando ordens para lançar mísseis, e os inspetores da ONU deixaram a Síria depois de reunir provas de um ataque com armas químicas que as autoridades norte-americanas afirmam ter matado 1.429 pessoas em áreas controladas pelos rebeldes. Arsenal Em matéria publicada hoje no jornal francês "Le Journal du Dimanche", os serviços de inteligência da França afirmaram ter provas de que o governo sírio possui mil toneladas de armas químicas como gás mostarda, sarin e VX. A publicação ainda afirma que publicará em breve documentos que comprovam ter a Síria um dos maiores arsenais químicos do mundo. Grande parte desse material estaria sendo mantido e criado no Centro de Estudos de Pesquisas Científicas de Barzah, no sul do país. Lado sírio O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayçal Moqdad, chamou hoje o governo americano de "confuso e indeciso" e acusou o governo francês de ser "irresponsável" e de "apoiar organizações como a Al-Qaeda". "O presidente Barack Obama pareceu claramente indeciso, decepcionado e confuso quando discursou ontem (...) Ninguém pode justificar uma agressão injustificável", disse, em referência à decisão do presidente americano de pedir a autorização do Congresso para um ataque contra a Síria. À imprensa, ele também acusou os "políticos franceses de enganar o povo francês e se comportar de forma irresponsável", antes de dizer que "eles falsificaram os fatos e apoiam organizações como a Al-Qaeda".  

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