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Morre em São Paulo, aos 43, André Stolarski, designer da Bienal

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 31 de agosto (Folhapress) - O designer André Stolarski, 43, morreu em São Paulo na madrugada de hoje, após uma infecção pulmonar decorrente de tratamento contra um câncer diagnosticado em 2010. O corpo foi velado hoje, no Cemitério da Vila Mariana, e a cremação estava prevista para as 16h, na Vila Alpina. "André era genial, uma pessoa brilhante. Qualquer um que o tenha conhecido vai dizer isso", afirma o artista plástico Raul Mourão, que era seu sócio no escritório carioca Tecnopop. Stolarski dividia seu trabalho entre Rio e São Paulo; tendo se mudado para a capital fluminense em 1998, a fim de dirigir a área de design do Museu de Arte Moderna carioca, atualmente morava em São Paulo, sua cidade de origem. Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, ele foi também professor na área que privilegiou em sua carreira, a do desenho visual. Deu aulas na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), na ESPM-RJ e integrava o programa de mestrado da FAU-USP. Suas atividades também envolveram edição de livros e curadoria de exposições, não só no MAM-RJ, mas também em São Paulo, caso por exemplo da mostra "Alexandre Wollner: Cartazes", que teve lugar no Sesc Pinheiros e foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Artes em 2010, na categoria "obra gráfica". Um dos pioneiros do design gráfico brasileiro, Wollner foi também tema de documentário produzido por Stolarski na Tecnopop - "Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil", dirigido por Gustavo Moura. O designer coordenava o setor de comunicação da Fundação Bienal de São Paulo e entre seus trabalhos recentes está o desenvolvimento do projeto visual da 30ª Bienal, cuja identidade foi desenvolvida de forma coletiva, por meio de workshops de criação, que geraram 30 cartazes diferentes para o evento. Stolarski era casado com a geógrafa Flávia Grimm e não deixa filhos.  

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