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Capitais têm manifestações e ficam sem transporte

Da Redação ·





PORTO ALEGRE, RS, E SÃO PAULO, SP, 30 de agosto (Folhapress) - Porto Alegre ficou praticamente sem circulação de ônibus na manhã de hoje devido à mobilização nacional de sindicalistas.

Segundo a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), apenas 10% da frota da capital gaúcha está nas ruas. Dois dos quatro consórcios que operam na cidade pararam completamente as atividades no começo da manhã.

Além dos efeitos no transporte público, o dia de paralisação convocado pelas centrais sindicais teve pelo menos duas manifestações em Porto Alegre.

O principal acesso à cidade na região central ficou bloqueado logo no começo da manhã -- foi liberado por volta das 8h. Também houve protestos com bloqueios em uma avenida da zona norte e na BR-386, em Canoas, na região metropolitana.

Também em Canoas, manifestantes invadiram os trilhos do Trensurb, sistema de trens que liga a capital a cidades próximas. A Brigada Militar (a PM gaúcha) foi chamada para retirá-los. Por segurança, todo o sistema de trens ficou fora de operação. A situação já está normalizada.

A mobilização foi convocada por centrais como Força Sindical e Conlutas. Entre as reivindicações dos sindicalistas, estão a redução na jornada de trabalho, fim das terceirizações e mudanças nas regras de aposentadoria.

BH

Duas manifestações na região do Barreiro, distrito da região oeste de Belo Horizonte, marcaram o dia de lutas convocados por centrais sindicais e sindicatos em todo o país.

Duas estações de ônibus da região, por onde circulam mais de cem mil passageiros, foram fechadas nesta sexta-feira por motoristas e cobradores de ônibus.

A BHTrans (empresa que gerencia o transporte), os ônibus deixaram de circular às 5h45. A previsão é que as 11h30 as manifestações nas estações terminem e os ônibus voltem a circular.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário informou que a categoria quer a aprovação de um projeto em tramitação na Câmara de Vereadores que prevê a existência de cobradores no turno da noite.

Outra manifestação envolveu cerca de 200 moradores do Barreiro e integrantes de movimentos sociais que fecharam uma via importante da região para pedir a construção de uma estação do metrô e a finalização da construção de um hospital.

A PM intermediou uma negociação e esses manifestantes vão se reunir com a prefeitura na tarde de hoje.

São Luís

Motoristas e cobradores de São Luís aderiram hoje ao Dia Nacional de Mobilização e de Paralisação, convocado pelas centrais sindicais em todo o país, e pararam 100% da frota de ônibus da capital maranhense.

Segundo o SET (Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís), os ônibus saíram das garagens no início da manhã e foram estacionados nas regiões da praça Deodoro e do Anel Viário, próximas ao centro histórico.

A reportagem não conseguiu localizar representantes do sindicato dos trabalhadores nesta manhã. A promessa inicial da entidade era de voltar ao trabalho às 15h.

De acordo com o sindicato patronal, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que 90% da frota sejam mantidos em funcionamento, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora. Ainda segundo as empresas, a ordem não está sendo cumprida.

A frota em São Luís é de 1.200 ônibus pertencentes a 23 empresas, que transportam em média 700 mil passageiros em dias úteis.

Como a paralisação desta sexta foi antecipada pelo sindicato, disse o superintendente do sindicato patronal, Luís Cláudio Siqueira, muitos moradores deixaram de ir às aulas ou ao trabalho e nem saíram de casa.

USP

Funcionários e estudantes da USP (Universidade de São Paulo) fecharam por volta das 7h de hoje o portão principal da Cidade Universitária. O grupo protesta contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O portão fica no cruzamento da avenida Afrânio Peixoto com rua Alvarenga, no Butantã, zona oeste da capital paulista.

Mais cedo, os manifestantes colocaram fogo em pneus e fizeram uma barricada. A manifestação, segundo a universidade, é pacífica.

O protesto na USP, comandado pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo), faz parte do dia nacional de mobilização e paralisação promovido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical em várias capitais do país.
 

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