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Protesto-SP - (Atualizada)

Da Redação ·

Protesto por moradia acaba em frente ao Palácio dos Bandeirantes SÃO PAULO, SP, 29 de agosto (Folhapress) - Depois de interromper o trânsito de diversas ruas do Morumbi, na zona oeste de São Paulo, um protesto de moradores da favela de Paraisópolis chegou até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no mesmo bairro. Mais cedo o grupo interrompeu os dois sentidos da avenida Giovanni Gronchi, de onde seguiu até a avenida Morumbi, onde fica o Palácio. A manifestação acabou por volta das 21h20, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). O protesto teve cerca de 2 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Os organizadores falam em 1.200 participantes. Os manifestantes pediram a construção de um conjunto habitacional na Faixa de Gaza, ocupação que fica dentro de Paraisópolis. "Nós não vamos sair daqui enquanto o governo não implementar uma política de moradia", disse Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), entidade que organizou a manifestação. Campo Limpo Durante a tarde, outro grupo ligado ao MTST fez um protesto em frente a Subprefeitura do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. O grupo também reclamou das condições da Faixa de Gaza, além de pedir o uso social do Sacolão Jd. Mitsutani e o fim dos despejos de uma ocupação na Rua da Safra, que também ficam na região. O grupo entrou no prédio e invadiu o gabinete do subprefeito, Sérgio Roberto dos Santos, que aceitou se reunir com os manifestantes. Segundo o MTST, o subprefeito disse que vai atender os pedidos e marcou uma reunião com o secretário municipal de Habitação. O grupo deixou o local por volta das 18h30. Procurada, a assessoria da Subprefeitura do Campo Limpo ainda não comentou sobre o caso.  

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