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Protesto-SP - (Atualizada)

Da Redação ·

Após reunião com Alckmin, protesto por moradias termina SÃO PAULO, SP, 28 de agosto (Folhapress) - Um grupo de 2.000 manifestantes realizou, no começo da tarde de hoje, um protesto em frente ao portão dois do Palácio dos Bandeirantes, na região do Morumbi, em São Paulo. Eles pediam mais moradias à população carente. Durante a manhã, três grupos partiram de pontos distintos da cidade, como o parque do Povo, largo da Batata e praça Arthur Andrade Filho com destino a sede do governo paulista. Pelo caminho, o grupo bloqueou diversas vias, como as avenidas Cidade Jardim, Oscar Americano e Morumbi. Enquanto os manifestantes seguiam em caminhada pelas ruas da capital, um grupo de 13 pessoas se reuniu com o governador do Estado, Geraldo Alckmin, e entregou a pauta de reivindicações. "A conversa foi positiva, mas eles [governo] precisam fazer cumprir as promessas feitas. Nós queremos estabelecer um bom relacionamento com o governo", disse Felícia Mendes Dias, membro da Frente de Luta por Moradias, que participou da reunião que contou com a presença também do secretário de Estado da Habitação, Sílvio França Torres. Segundo ela, uma nova reunião foi marcada para o final de outubro. Felícia espera que até lá o governo estadual suspenda todas as reintegrações de posse em São Paulo, que o governo local amplie a parceria com o governo federal no programa Minha Casa, Minha Vida e que o teto de financiamento do programa de moradias do CDHU passe de R$ 90 mil para R$ 150 mil. O ato foi orquestrado pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana que é uma articulação de organizações brasileiras, que reúne movimentos populares, associações de classe, ONGs (organizações não governamentais) e instituições de pesquisa defensoras e promotoras do direito à cidade. Além do protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes, um grupo de 50 pessoas se reuniu na praça da Sé, no centro de São Paulo e seguiu, em passeata, até a Prefeitura de São Paulo, onde realizaram um ato também pedindo moradias.  

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